INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
Concentração de capital e os limites da saúde privada– O setor privado de saúde passa por um momento peculiar. De um lado, a saúde suplementar fechou 2022 com um medíocre lucro de R$ 2,5 milhões. De outro lado, grandes fusões e aquisições marcam cada vez mais o mercado, processo típico do capitalismo em sua fase globalizada, mas ainda recente neste setor no Brasil. Foram 73 transações do tipo apenas em 2021. Um dos aspectos desse processo de centralização são as combinações de negócios em atividades de saúde antes claramente separadas, funcionalmente distinguíveis.Quer dizer, atividade de empresas que se dedicam a diagnósticos, análises clínicas, exames de imagem, fora dos ambientes hospitalares assistenciais. “Normalmente era um ramo separado das redes hospitalares ou das empresas de planos de saúde. Já há algum tempo vêm ocorrendo processos de verticalização, quando uma empresa controla uma cadeia mais longa de atividades que servem ao objetivo final de controlar a assistência à saúde dos seus clientes.” Na entrevista, Cardoso descreve o processo como de centralização de capitais. Explica o histórico das grandes operadoras de serviços de saúde, que deixaram de ser empresas familiares para corporações com alto nível de profissionalização e os mais contemporâneos padrões de gestão – o que inclui a financeirização. Dessa forma, trata como natural que o resultado final do balanço da saúde suplementar de 2022 só tenha se salvado em razão dos bilionários ganhos em aplicações financeiras.
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“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Santander adquire 100% da Toro Investimentos– O Santander assinou contrato com a Toro Investimentos para a compra de 100% do capital social da corretora. Os valores da transação não foram detalhados. A conclusão da operação estará sujeita ao cumprimento de determinadas condições suspensivas usuais em transações similares.
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