Startups: estratégias de precificação e eficiência operacional
A importância das startups na economia moderna é inegável: elas apoiam o crescimento econômico do país e são consideradas o motor da inovação. Atualmente, o Brasil conta com mais de 14 mil startups, de acordo com a base da ABStartups. Porém, nos últimos anos, o cenário dessas empresas tem se tornado cada vez mais desafiador, marcado por demissões em massa e reduções significativas nos investimentos. Sendo assim, a urgência de uma abordagem mais estratégica e integrada na gestão dos negócios ganha espaço.
O primeiro passo é analisar a precificação. O preço – muitas vezes, visto apenas como uma resposta ao volume de vendas, gastos, tributos e lucro desejado – é, na verdade, um componente que influencia diretamente na percepção da marca e nas decisões de compra dos consumidores. Determinar a precificação ideal envolve diversos fatores: a penetração de mercado, a elasticidade, as regulamentações, o valor percebido pelo cliente, entre outros elementos críticos de mercado.
Um fator importante é a elasticidade de preço: se o produto é facilmente substituível por outras soluções no mercado, a elasticidade do valor será alta. Isto significa que mesmo uma pequena elevação de preço pode resultar em uma grande redução nas vendas, pois os consumidores conseguem encontrar substitutos mais atraentes. Observando ainda o aplicativo de organização pessoal, se o produto oferece funcionalidades únicas e difíceis de serem encontradas em concorrentes, os consumidores estarão mais dispostos a pagar um preço premium.
Como exemplo, uma startup que lança um aplicativo de organização pessoal. A eficácia da solução não se resume a quanto custa para ser produzida. Seu valor está em como ela simplifica a vida dos usuários, economizando tempo e reduzindo o estresse diário. São essas qualidades intangíveis que justificam o preço.
A eficiência operacional é igualmente importante para garantir a sustentabilidade do negócio. Implementar metodologias como “Lean Six Sigma”, metodologia que aprimora a eficiência operacional ao eliminar desperdícios e reduzir a variabilidade nos processos empresariais, e práticas ágeis permitem que as empresas analisem e otimizem continuamente suas operações.
Isso não apenas reduz custos, mas também melhora a entrega de valor ao cliente. A técnica de Kaizen, por exemplo, capacita as equipes a identificar e resolver falhas do fluxo do negócio, promovendo um ambiente de inovação incremental e contínua.
A visão mais ampla do negócio pode reduzir custos e melhorar a entrega de valor ao cliente. Por isso, outro ponto que também deve ser considerado como ferramenta expressiva é o mapeamento de processos. Ao visualizar cada etapa das operações, as empresas podem identificar gargalos e pontos de ineficiência, que, uma vez corrigidos, trazem melhorias significativas. Esse mapeamento detalhado ajuda a otimizar os recursos existentes, prevenindo decisões precipitadas, como demissões em massa.
Combinar precificação bem pensada com operações eficientes pode fazer a diferença entre sobreviver e prosperar. Práticas estratégicas não apenas cobrem custos ou competem com preços, mas constroem uma percepção de valor que pode sustentar o crescimento e a estabilidade a longo prazo… leia mais em Época Negócios 20/07/2024

