A BemAgro, startup que utiliza Inteligência Artificial (IA) para transformar dados em informações que ajudam na tomada de decisões nas propriedades, concluiu uma rodada de investimentos de R$ 15 milhões com a participação da Suzano, maior fabricante de celulose do mundo, e da Atvos, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil.

A captação é a segunda de 2024, depois de um investimento em fevereiro de R$ 10,2 milhões, liderado pela CNH, com a participação da Rural Ventures, MMAgro e Agroven.

De acordo com Johann Coelho, CEO da BemAgro, houve uma extensão da rodada de aportes devido à procura por parte de novos investidores.

Além dos aportes recebidos, a agtech totaliza R$ 35 milhões em contratos comerciais com a CNH e Atvos, número que deve crescer com a finalização de projetos desenvolvidos em conjunto com a Suzano para o setor florestal. “Isso trouxe os players que, além do aporte financeiro, já utilizam nossas tecnologias”, disse Coelho. Sem informar valores, ele projetou que o faturamento da companhia deve triplicar este ano em relação a 2023.

A agtech tem 400 clientes ativos distribuídos em onze países e com os novos aportes — financeiro e mercadológico —, a meta é ambiciosa. “Em sete anos, temos o objetivo claro de atingir 10 milhões de hectares sob gestão”, disse. Hoje são cerca de dois milhões de hectares monitorados.

Na avaliação de Coelho, com os três grandes players, líderes em diferentes setores do agronegócio, no capital da BemAgro, o novo ciclo será de geração de novas receitas e investimentos. Os aportes, disse, devem ser destinados a inteligência artificial e visão computacional para monitorar lavouras com drones, tratores e satélites.

Esse é o primeiro investimento da Suzano em uma agtech brasileira e o sétimo no mundo. A companhia viu na BemAgro a oportunidade de utilização da tecnologia de drones na silvicultura, segundo Álvaro Gomez Rodriguez, gerente da Suzano Ventures, braço de investimento em startups da gigante de celulose.

“Além do dinheiro, vamos levar a BemAgro para perto do ecossistema da Suzano, com especialistas na silvicultura, e acessar as nossas áreas de plantio para treinamento e visibilidade”, afirmou Rodriguez.

Já a Atvos enxergou no aporte na BemAgro uma forma de ajudar a acelerar sua transformação digital. Alexandre Maganhato, diretor de tecnologia da companhia produtora de etanol, afirmou que, depois que o fundo Mubadala adquiriu 10% das ações da Atvos, a empresa voltou a fazer investimentos.

Segundo o executivo, essa é a segunda startup investida, e há mais cinco em negociação. “Só vamos investir em empresas que acelerem nossa transformação digital”, afirmou…. leia mais em GloboRural 13/08/2024