Ibovespa supera os 134 mil pontos, mas a Bolsa ainda está barata
Analistas da Empiricus apontam que o Ibovespa pode chegar aos 180 mil e a hora de se posicionar é agora, pois depois “não dá tempo”.
O Ibovespa registrou uma nova máxima histórica. Na semana passada, o índice superou os 134.197,72 pontos registrados em dezembro de 2023. E na última segunda-feira (19), encerrou o pregão nos 135.778 mil pontos.
A alta foi bastante comemorada pelos investidores e ajudou o Ibovespa que reverteu a queda de 4% no ano para uma alta de 1%.
Mas apesar de ter superado a máxima histórica, a bolsa brasileira continua barata. Segundo o CEO da Empiricus, Felipe Miranda, levando em consideração a inflação e o dólar, o patamar do Ibovespa está defasado.
Na visão do analista, “deveríamos estar flertando com os 180 mil pontos”.
Ou seja, dos 135 mil pontos até o patamar justo nas estimativas de Miranda, o investidor ainda pode aproveitar boas oportunidades para investir em algumas das melhores ações da Bolsa pagando pouco.
Mas até quando as ações brasileiras vão continuar baratas assim?
Durante o programa “Onde Investir em Agosto”, a analista da Empiricus, Larissa Quaresma, apontou que há 3 questões que podem estar “segurando” os preços das ações.
Ela ainda fez o seguinte alerta: o investidor deveria se posicionar antes que elas sejam resolvidas.
Mesmo com o Ibovespa na máxima histórica, é hora de se posicionar
Segundo a analista, neste momento há 3 grandes questões que precisam ser resolvidas para que os ativos de risco voltem a andar no Brasil.
A primeira delas é o corte de juros nos Estados Unidos. Segundo Larissa, ao longo do mês de julho, os indicadores americanos deram importantes sinais de desinflação:
- Desaceleração econômica;
- Queda no número de vagas de emprego; e
- Inflação arrefecendo.
Todos esses fatores criam as condições necessárias para que o Fed realize um corte de juros. A expectativa é de que a flexibilização aconteça em setembro, mas não há garantias quanto a isto, segundo a analista.
Um segundo ponto é a normalização da questão fiscal no Brasil. Segundo a analista, o corte de R$ 15 bilhões nas despesas de 2024 trouxe um alívio para os mercados.
Contudo, a medida ainda é insuficiente para cumprir a meta de déficit fiscal zero neste ano. Por isso, Larissa acredita que o governo deve anunciar um novo contingenciamento e aprovar o orçamento de 2025 ainda em 2024, o que pode fazer com que os investidores se sintam confortáveis para voltar a investir nos ativos de risco brasileiros… Leia mais em msn 21/08/2024


