Fusões & Aquisições destaques do dia 13/09/2024
Resumo do dia: CVM: novas normas para empresas pequenas & entrarem na bolsa, fila de IPOs vai andar?; Fusão & Betnacional e Betfair já valem US$ 1 bilhão; Índia: Frenesi de IPOs & joga valuations nas alturas, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.
INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
Com novas normas para empresas pequenas entrarem na bolsa, fila de IPOs vai andar? – A CVM abriu consulta pública para um novo regime que vai buscar facilitar a entrada de empresas de menor porte ao mercado de capitais. Isso inclui, claro, a bolsa de valores. Na prática, a proposta flexibiliza algumas regras que vão abrir as portas da B3 para esse segmento. Isso poderia incentivar mais ofertas públicas iniciais (IPOs). Mas será que a fila de IPOs da B3 vai finalmente andar? Pode, mas não necessariamente vai. Para o presidente da CVM, essa resposta está mais associada ao contexto macroeconômico do que ao papel que a autarquia exerce neste momento. “Mas a tendência natural é que a fila de IPO volte a andar, porque existe uma quantidade grande de empresas abertas com demandas represadas para realizarem tanto ofertas de ações quanto títulos de dívida. Então nós modulamos isso para a chegada de mais participantes ao mercado de capitais”. Desde meados de 2021 não há IPO na B3, enquanto as ofertas subsequente de ações (follow-on) seguiram mais escassas nesses três anos. Por trás do recuo das companhias da bolsa, há o “estrangulamento” do apetite por risco enquanto os bancos centrais puxavam as rédeas das economias daqui e do exterior, promovendo apertos nos juros. Para tornar a captação mais atraente, esse arcabouço proposto pelo regulador flexibiliza algumas regras, dentre elas a de que uma empresa precisa ter um faturamento anual mínimo de R$ 500 milhões. “Nós estamos preparando o Brasil para um ciclo de crescimento e o FÁCIL [novo regime proposto pela CVM] é mais uma dessas iniciativas. Mas o regulador só prepara o ‘terreno’ por meio de marcos regulatórios sólidos para que o mercado tenha respostas aos cenários macroeconômicos. Mas, de novo, o que fará com que o Brasil retome os IPOs e as ofertas subsequentes de ações [follow-on] são os contextos favoráveis aos emissores e a essa tomada de risco”, reitera.
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“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Em fusão, Betnacional e Betfair já valem US$ 1 bilhão – O atual patamar do mercado de apostas esportivas no Brasil e a perspectiva para os próximos anos já começaram a mexer na dinâmica de negócios de grupos internacionais. Sediada na Irlanda a Flutter, maior grupo de bets do mundo, acaba de comprar o controle do brasileiro NSX, dono das marcas Betnacional, Mr. Jack.bet e PagBet. A Flutter já operava no Brasil com a Betfair, segunda maior no país. O grupo NSX foi avaliado em US$ 625 milhões (quase R$ 3,5 bilhão). A Flutter comprou 56% e vai pagar os US$ 350 milhões em dinheiro. A transação avalia a soma das marcas no Brasil em pouco mais de US$ 1 bilhão,uma vez que o valuation da Betfair foi considerado em cerca de US$ 400 milhões. Os players do setor estão se referindo à operadora resultante da transação como o primeiro unicórnio local de bets. A Flutter tem a opção de compra do restante do NSX, no quinto e no décimo ano, prazos em que o NSX também pode recomprar a fatia vendida. A Betnacional é apontada como quarto maior player de apostas esportivas online no país atualmente. Deve fechar o ano com receita de US$ 256 milhões e Ebitda ajustado de US$ 34 milhões. A gigante de apostas justifica a transação com “a forte demanda por jogos online no Brasil, com crescimento anual composto de 38% dede 2018 no mercado não regulado, para quase US$ 3 bilhões em 2023“.
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⇒ No Exterior
Frenesi de IPOs joga valuations nas alturas. Pena que é na Índia – Na paisagem árida da Faria Lima, eles sumiram. Mas na Índia há uma inundação deles. Estamos falando dos IPOs – aquele bom e velho sintoma de uma economia saudável e de um país confiante no futuro. Na Bolsa de Mumbai, a oferta inicial de uma empresa de financiamentos imobiliários acaba de atrair uma demanda 60 vezes maior que o total disponível para distribuição. A Bajaj Housing Finance queria levantar 65,6 bilhões de rupias – pouco mais de US$ 780 milhões – na maior abertura de capital do mercado local deste ano. Mas os bids totalizaram US$ 39 bilhões. Os principais interessados foram os investidores institucionais, cujas ofertas superaram em 200x a fatia reservada a eles. Num mercado que vai dando sinais de superaquecimento e formação de bolhas, os investidores se acotovelam para botar as mãos numa nova oferta – de olho no potencial de alta do primeiro dia de negociação. Em média, a valorização na estreia tem ficado acima de 30% na Índia – mas houve casos em que as novatas disparam mais de 300% no primeiro dia,
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