Depois de contratar bancos em janeiro para fazer o IPO, em que mirava captar R$ 1 bilhão em emissão primária, a Oceânica estreou no mercado de bonds e emitiu hoje US$ 375 milhões em títulos de cinco anos lá fora.

A companhia pagou uma taxa de 13% ao ano, considerada alta para emissores com o mesmo rating ‘B’ – mas é comum que haja um prêmio nas estreantes. Outra novata no mercado de bonds que pode emitir nesta semana é a LD Celulose. A companhia está em road show para uma oferta de US$ 650 milhões de um green bond para 2032, apurou o Pipeline.

A Oceânica pretendia captar até US$ 400 milhões e informou que usará os recursos para pagar dívidas existentes, com exceção das recentes emissões. A companhia tinha, em março, R$ 1,7 bilhão em dívida dos quais R$ 836 milhões venciam no curto prazo. No segundo trimestre, concluiu a emissão de R$ 500 milhões em debêntures e adquiriu um empréstimo de R$ 75 milhões, segundo a Fitch Ratings.

A companhia tem um pipeline de projetos de R$ 8,8 bilhões, suportado por contratos take-or-pay, principalmente com a Petrobras, que oferecem previsibilidade de receita nos próximos anos”, disse um investidor que comprou o papel. A Petrobras responde por 95% das receitas da Oceânica, segundo a Fitch Ratings. A companhia ganhou quatro licitações com a Petrobras com previsão de início das operações para este ano e presta serviço de apoio de embarcações para a estatal.

Bradesco BBI, BTG Pactual, Goldman Sachs, Itaú BBA, Santander e UBS atuaram como coordenadores da oferta… leia mais em Pipeline 25/09/2024