A maré mais positiva de capital estrangeiro para a bolsa local entre julho e agosto não conseguiu suporte suficiente para se manter em setembro e outubro.

Dados da B3 apontam que, no acumulado deste mês até a última sexta-feira, o déficit registrado por esse tipo de investidor chegou a R$ 2,5 bilhões, valor que caminha para ficar acima do R$ 1,7 bilhão registrado um mês antes.

Uma tempestade perfeita de fatores parece justificar o “compasso de espera” dos estrangeiros. O comportamento justifica-se pela visão de um ciclo menos agressivo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), juntamente com o crescimento das chances de Donald Trump ser eleito, levando também o Congresso americano.

A rotação de carteiras, que estavam pouco expostas à China, é citada também como um dos pontos que alimentaram a saída de capital. O quadro se completa com o baixo posicionamento de investidores locais em ações e a piora da perspectiva fiscal… leia mais em Valor Econômico 30/10/2024