Minerva e Marfrig têm nova derrota no Uruguai
A venda pela Marfrig para a Minerva de três unidades de abate bovino no Uruguai foi mais uma vez barrada pelo Cade local, conhecido como Coprodec. O órgão antitruste do país vizinho já havia rejeitado a operação em maio, mas a Minerva resolveu recorrer, e a resposta veio agora, com mais uma negativa, impedindo um negócio de R$ 675 milhões.
A transação, vale lembrar, faz parte de um pacote maior de ativos vendidos pela Marfrig para a Minerva, anunciado no ano passado. Ao todo, foram negociadas 16 plantas de processamento de carne bovina e ovina, das quais 11 no Brasil, três no Uruguai, uma na Argentina e uma no Chile, por um total de R$ 7,5 bilhões. Até o momento, só a venda no Uruguai é que ainda estava incerta, dependendo da aprovação das autoridades locais.
A Minerva promete que irá recorrer novamente. Poderá apelar tanto para o Ministério de Economia e Finanças do país quanto em âmbito judicial.
Na primeira negativa divulgada em maio, o Cade uruguaio ressaltou que, com o negócio, a Minerva passaria a ter uma participação de 43% do segmento de abate de carne bovina no país, o que daria lugar a uma “posição dominante em um mercado altamente concentrado.”
“Uma só empresa disporia, em caso de autorização da operação, de poder de mercado e capacidade para limitar, distorcer e reduzir substancialmente a competição, existindo, além disso, barreiras à entrada de novos competidores”, disse o órgão à época.
No processo, as empresas chegaram a argumentar que o mecanismo de formação de preços de compra de gado no Uruguai “responde a uma lógica que é totalmente independente da vontade das partes e sobre a qual não haveria influência pós-operação.” O Coprodec, contudo, rebateu afirmando que a nova empresa dominante teria condições e incentivos para afetar o preço pago aos produtores, por meio de eficiências conquistadas pela concentração, em cenário de menor pressão competitiva.
Nos demais países, a conclusão em definitivo de todas as vendas foi anunciada na segunda pela Minerva. … leia mais em Pipeline 30/10/2024

