Irmãos fundam musictech para facilitar a gravação de músicas por artistas independentes
Os irmãos Erick e Kelvin Macedo cresceram inseridos na cultura urbana. Enquanto o primeiro andava de skate, o outro jogava basquete na rua e grafitava paredes em São Bernardo do Campo (região metropolitana de São Paulo). A diversão virou negócio com a criação da Murb, musictech que busca facilitar a criação e a divulgação de músicas por um aplicativo.
A ideia é trazer para dentro dos celulares o que os artistas aspirantes que fazem rap, funk, trap e suas vertentes só conseguiriam em um estúdio, com o auxílio de um produtor musical. “Nosso objetivo sempre foi democratizar o acesso para além do Rio de Janeiro e de São Paulo, fora das metrópoles é mais difícil e mais custoso ir a um estúdio. Levamos essa autonomia para os criadores”, afirma Erick.
O estalo para criar o negócio aconteceu quando Kelvin morava no Canadá. Já formado em computação, ele estudou marketing no país e trabalhou em duas retailtechs, quando surgiu a vontade de empreender com algo que gostasse. Ele apresentou a ideia para o irmão, com experiência em escritórios de advocacia e consultoria tributária.
Eles começaram a trabalhar na ideia em 2017, no tempo livre dos empregos formais. Em 2021, lançaram o MVP para conseguir feedback de usuários. Em janeiro de 2024, o aplicativo foi oficialmente lançado para os usuários. Para garantir a democratização, ele foi desenvolvido para rodar em celulares mais antigos, como o Samsung Galaxy S6, lançado no Brasil em 2016.
Os artistas podem fazer músicas criando beats ou usando os instrumentais disponibilizados e gravar as vozes, como se estivessem em um estúdio, mas usando apenas o celular. Uma vez criadas, as faixas podem ser divulgadas dentro da plataforma para a comunidade de artistas e entusiastas de música urbana.
“Como o CapCut [editor de vídeos], oferecemos uma maneira simples de usar as ferramentas. Existem outros aplicativos, mas eles são mais focados no produtor musical, demandam uma curva de aprendizado alta para utilizar”, aponta Kelvin. Por enquanto, o aplicativo é gratuito, com monetização vinda de anúncios de marcas com sinergia com o tema, como a Waaw, de fones de ouvido do DJ Alok.
“No primeiro trimestre de 2025 vamos lançar um plano de assinatura para ferramentas mais robustas, como masterização e mais efeitos de vozes, além de permitir a retirada dos anúncios. Estamos desenhando a precificação, mas com a premissa de ser um valor mensal acessível”, diz Kelvin. O cofundador acrescenta que também haverá a possibilidade de compras pontuais de soluções no app, assim como as skins de games.
A Murb seguia bootstrap até o início deste mês, quando recebeu o seu primeiro aporte, de R$ 1 milhão, de um investidor-anjo não revelado. “Ele nos conhece desde a idealização do negócio. Agora que montamos a plataforma e mostramos resultado, ele se interessou por … saiba mais em Revista PEGN 19/12/2024

