A Inteligência Artificial (IA) está se consolidando como um dos maiores agentes de transformação no mundo corporativo. Segundo pesquisa global da IBM, 41% das empresas brasileiras utilizam alguma forma de IA em suas operações diárias, dado que reflete o avanço acelerado dela no cenário pós-pandemia. Para as startups, cuja agilidade é essencial para competir em mercados dinâmicos, entender e incorporar esse recurso tecnológico de maneira estratégica pode ser a chave para que se mantenham relevantes. Mais do que uma ferramenta de trabalho importante, a tecnologia tem implicações diretas na governança, exigindo adaptações, liderança, planejamento e controle.

Visão estratégica e a transformação

Com sua capacidade de gerar dados e de simular cenários futuros, a IA permite criar visões mais concretas e realistas. Como apontado por especialistas, essa transição “do conceito à realidade” amplia a capacidade de uma empresa antever tendências e se preparar para desafios futuros.

Modelos preditivos e análises avançadas podem substituir práticas intuitivas e tradicionais, proporcionando uma base mais sólida para a tomada de decisões entre gestores. Além disso, a IA permite que startups testem e aprimorem estratégias em ambientes simulados, minimizando riscos antes de implementá-las no mercado.

Liderança adaptativa

Para aproveitar ao máximo o potencial da IA, é fundamental que os gestores das empresas adotem uma mentalidade adaptativa e orientada à inovação. Os líderes devem integrar as ferramentas tecnológicas em processos estratégicos, criando diretrizes claras para a aplicação ética e eficaz.

A IA, longe de substituir o raciocínio humano, deve ser utilizada para complementá-lo. Para isso, é necessário investir na capacitação de equipes, promovendo a cultura organizacional que valorize tanto as habilidades humanas quanto os resultados orientados pela tecnologia.

Controle e ética na aplicação da IA

Questões como proteção de dados, conformidade regulatória e ética na aplicação da tecnologia ganham destaque. A IA, embora poderosa, deve ser utilizada de maneira responsável para garantir a confiança de stakeholders e a legitimidade das operações. Estruturas robustas de governança, risco e compliance podem auxiliar startups a navegar nesse cenário. A implementação de sistemas de avaliação de riscos associados à IA é indispensável. Além disso, a transparência e a inclusão na criação de algoritmos são essenciais para mitigar riscos e assegurar que as soluções sejam justas e livres de preconceitos.

Como será o futuro?

A adoção estratégica e ética da IA tem o potencial de transformar qualquer empresa em uma organização mais resiliente, inovadora e conectada às demandas do mercado. A governança proativa baseada em IA não implica abandonar os princípios fundamentais de transparência, responsabilidade e proteção do bem-estar público. Pelo contrário, ela os reforça, permitindo que as companhias combinem o melhor da tecnologia com a valorização do elemento humano. Líderes que adotarem a IA de maneira responsável e estratégica estarão não apenas criando valor para suas organizações, mas também contribuindo para um futuro mais sustentável e ético no ambiente corporativo.

Sobre a Board Academy – Fundada em 2021 por dois veteranos do varejo brasileiro, Farias Souza, ex-McDonald’s, Burger King, Leroy Merlin e Walmart Brasil, e Eduardo Gomes, ex-Leroy Merlin e SMS group, a Board Academy inovou o mercado educacional brasileiro com um portfólio que alia formações e certificações para executivos, conselheiros e profissionais com interesse em atuar em conselhos empresariais. O modelo da companhia abrange três frentes: a educação em si, com aulas presenciais e online sobre temas como governança estratégica e gestão de stakeholders, inovação, ESG, riscos e compliance, entre outros; o Board Club, espaço de networking de conselheiros que passaram pelos programas; e um calendário robusto com grandes eventos no ano, alguns deles realizados também como Road Show pelas capitais do Brasil. Autor: Eduardo Gomes – presidente do conselho da Board Academy, EdTech de formação e desenvolvimento de conselheiros consultivos, independentes, fiscais e de administração de empresas.

Com informações da NB Press Comunicação 23/12/2024