Após um prejuízo acumulado de R$ 15 bilhões no últimos três anos, as empresas de planos de saúde estão encerrando 2024 com lucro: até setembro, o resultado operacional já era positivo em R$ 3,3 bilhões — o que deve desencadear um reajuste inferior em 2025. No entanto, essa melhora não se refletiu em toda a cadeia hospitalar, que ainda sofre pressão das operadoras com alongamento de prazos e negativas de pagamentos dos procedimentos médicos cobrados.

Pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostrou que, neste ano, 41% dos associados tiveram problemas de fluxo de caixa e foram obrigados a reduzir seus investimentos.

Nesse cenário de pressão na cadeia, o setor assistiu a transações importantes, em especial no primeiro semestre. Houve a fusão dos hospitais da Dasa e Amil, a joint venture entre Rede D’Or e Bradesco Saúde e a entrada do banco Master na Oncoclínicas, entre outras.

Segundo Harold Takahashi, sócio da Fortezza Partners, a expectativa para 2025 é que continuem os movimentos de consolidação entre grandes grupos; as parcerias estratégicas envolvendo hospitais e operadoras de planos de saúde; as aquisições de empresas de prestação de serviços de saúde; e gestoras de “private equity” (participações acionárias) entrando em áreas do setor ainda pouco explorados como, por exemplo, … saiba mais em Valor Econômico 28/12/2024