Quando as startups buscam recursos financeiros, há algumas modalidades entre as opções. Com investidores de venture capital (VC), por exemplo, a ideia é acelerar o crescimento do negócio direcionando o aporte para tecnologia, equipe e novos produtos, entre outros. No Corporate Venture Capital (CVC), o dinheiro vem de grandes corporações. Entre as possibilidades, há também o media for equity (M4E), em que o investimento é feito em mídia promoção da marca e aumento do conhecimento do público sobre a startup.

Nesse modelo, as startups trocam participação acionária por créditos para utilizar em meios de comunicação, com dinheiro alocado em espaço midiático e know-how em marketing. São exemplos de empresas que já captaram recursos nessa modalidade Stone, Petlove, QuintoAndar, Buser e Daki. A última já havia investido do próprio caixa em canais como mídia out of home e televisão para atrair clientes, e fechou um deal de M4E de R$ 25 milhões com a 4Equity, em janeiro do ano passado.

“Nós fazemos delivery de supermercado por demanda, temos entregadores na rua todos os dias. Ter o reforço de pontos de contato com os clientes para um negócio como o nosso é importante. A proposta para o topo do funil caiu como uma luva”, aponta Rafael Vasto, cofundador e CEO da Daki. No caso da startup, o plano de mídia tem prazo de dois anos e meio e abrange out of home, digital out of home, influenciadores digitais, podcast e televisão.

PEGN conversou com fundadores de startups investidas nesta modalidade e com investidores para criar um guia sobre media 4 equity. Confira:

Como surgiu o media for equity?

As operações pioneiras registradas de M4E aconteceram na década de 1990, mas a primeira empresa que se estruturou para fazer deals na modalidade só surgiu em 2002: é a Aggregate Media, que representa 12 grandes empresas de mídia da Suécia e já fechou mais de 250 negócios do tipo desde então.

No Brasil, o primeiro case estruturado de media for equity é de 2019, quando o Grupo Globo investiu na Stone por meio deste formato — foram R$ 461 milhões em conteúdo de mídia. No mesmo ano, foi criada a Globo Ventures, gestora que toca um fundo para investimento em startups tanto no modo tradicional como em M4E.

Há dois formatos principais de gestoras: aquelas que representam um só player de mídia, como a Globo Ventures e a Nexpon, do grupo NSC Comunicação – afiliado da Globo em Santa Catarina –, e as que são formadas a partir de atores agregados, como a 4Equity, que representa cerca de 20 players.

Há ainda o modelo em que artistas se tornam sócios de startups e, em troca, oferecem visibilidade e credibilidade para o negócio... leia mais em PEGN 23/01/2025