Até poucos dias atrás, o futuro da indústria de inteligência artificial parecia estar traçado. Os vencedores seriam aqueles com modelos proprietários, capazes de operar com altíssima capacidade computacional, sustentados por dezenas de milhares de chips de última geração em centros de dados abastecidos por imensos volumes de energia e água.

Então surgiu o DeepSeek R1, uma ferramenta de IA desenvolvida na China – um país que, devido a restrições impostas pelos Estados Unidos, enfrenta dificuldades no acesso aos processadores mais sofisticados com o argumento que a limitação visa conter possíveis maus usos da tecnologia, principalmente no campo militar.

No entanto, o que poucos esperavam era que a DeepSeek apontasse para uma direção oposta à narrativa dominante no setor: a possibilidade de modelos abertos, poderosos e eficientes, com um consumo muito menor de recursos computacionais, e consequentemente energéticos e estruturaisleia mais em Valor Econômico 06/02/2025