Google vai pagar US$ 32 bilhões pela israelense Wiz, de cibersegurança
Após mais de um ano de negociação, o Google anunciou hoje um acordo para comprar a empresa de segurança cibernética israelense Wiz por US$ 32 bilhões, na maior aquisição da história da companhia controlada pela Alphabet. O pagamento será integralmente em dinheiro.
“Essa aquisição representa um investimento do Google Cloud para acelerar duas tendências importantes na era da inteligência artificial, melhorar segurança em nuvem e habilidade para várias nuvens”, afirma a empresa, em comunicado.
As duas companhias já vinham conversando sobre a operação desde o ano passado, mas as negociações fracassaram em meio a preocupações sobre o tempo que levaria para superar obstáculos regulatórios. Naquele momento, as discussões giravam em torno de US$ 23 bilhões.
A Wiz tem uma plataforma de cibersegurança considerada de fácil uso e que pode ser conectada a qualquer provedora de serviços de computação em nuvem para prevenir incidentes, diz o Google. A companhia destaca que os serviços da Wiz continuarão a ser oferecidos para todos os grandes provedores de computação em nuvem, incluindo Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Oracle Cloud.
A receita de nuvem da Alphabet cresceu 30% no último trimestre, abaixo das expectativas e caiu em relação ao crescimento de 35% no trimestre anterior. Em fevereiro, a empresa disse que demitiria funcionários em suas unidades de nuvem e RH em meio a esforços de corte de custos.
A Wiz, por outro lado, tem aumentado agressivamente seu negócio de nuvem desde que foi lançada em 2020, refletido na avaliação agora mais alta relatada de US$ 30 bilhões. Ela faz parceria com várias grandes empresas de nuvem, incluindo Amazon e Microsoft.
Para o analista Dan Ives, da Wedbush Securities, a aquisição dá ao Google oportunidades de monetização em serviços de nuvem e cibersegurança para voltar a um pé de igualdade em relação a outras grandes empresas de tecnologia.
Fusões e aquisições desse porte normalmente enfrentam obstáculos regulatórios e podem mostrar melhor as intenções do novo presidente da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inflês), Andrew Ferguson, sob o presidente Donald Trump… leia mais em Pipeline 18/03/2025

