A XP acaba de comprar participação em mais uma assessoria de investimentos, a oitava desde a resolução 178 da CVM, que mudou as regras para o antigo mercado de “agentes autônomos” e permitiu a entrada de investidores institucionais nessas sociedades. A companhia vinha dando um intervalo maior na estratégia, mas retomou as compras em janeiro com a aquisição de fatia na paranaense Center Investimentos e agora levou uma participação na mineira 3A Riva.

Com forte atuação em Belo Horizonte, sul de Minas e região de Campinas, a 3A Riva tem cerca de 18 mil clientes e 300 funcionários. A expectativa do CEO, Thiago Penna, é que a parceria represente ganho de escala e infraestrutura. “A XP tem visão de capital estratégico e traz conhecimento de crescimento e governança”, diz o executivo da 3A.

A empresa já é fruto de uma fusão das duas assessorias de investimento em 2023, a 3A (de “triple A”), de Penna e Augusto César Carsalade, hoje CIO, e a Riva, do atual CFO, Henrique Jameli. Apesar de ambas terem nascido em BH, a inspiração para o nome da segunda vem da marca homônima italiana de barcos de luxo, com foco no público private.

A mineira soma R$ 17 bilhões sob gestão e custódia e quer chegar a R$ 35 bilhões até 2027 com a entrada no mercado paulistano e um empurrãozinho da XP.

A XP não abre o percentual adquirido, nem valores pagos ou valuation da firma na qual passou a ter sociedade. “É uma participação minoritária relevante”, resume o sócio e head de assessoria e relacionamento com o cliente XP, Bruno Ballista.

O grupo de Guilherme Benchimol já entrou como sócio capitalista nas assessorias Fami, Blue3, SVN, Avel, Manchester, Center e Criteria – essa última em fevereiro –, somando R$ 220 bilhões em custódia, já contando o patrimônio da 3A Riva.

Nessa estratégia de aquisições, um dos critérios para a XP é a posição geográfica e o market share da assessoria naquela cidade ou região, segundo o head de investidas B2B e wealth services da XP, Diego Gonsalez. Ele afirma que há outras transações em curso que podem ser anunciadas em breve.

A tendência é adquirir participações em assessorias que já atuem com a XP. “Você acaba fazendo uma due diligence orgânica porque está em contato com os empresários e já discute o negócio”, diz Ballista…. leia mais em Pipeline 02/04/2025