Uma consequência da queda expressiva nos preços das ações é que as companhias listadas em Bolsa ficam expostas a ofensivas de compradores por meio de ofertas hostis, via mercado, e em transações nem sempre vistas como vantajosas pelos controladores. Para se blindar de ofertas desse tipo, a farmacêutica Hypera, por exemplo, anunciou na semana passada que o Grupo Votorantim dobrou sua participação no capital da empresa, chegando a 11%.

Já a Hapvida, do segmento de planos de saúde, também aprovou no mês passado a inclusão, no estatuto da companhia, da “pílula de veneno”, que obriga uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) no caso de qualquer acionista ou grupo de acionistas atingir participação igual ou superior a 20% do seu capital.

Mas, se não tiver meios de lançar mão da blindagem, a avaliação de fechar capital não é uma questão simples para as companhias. Pois pode esbarrar em brigas entre acionistas que não queiram se desfazer das ações na baixa, gerando desgastes e riscos de imagem.

Além disso, fechar capital tem custos relevantes, especialmente porque, caso mais adiante a empresa decida voltar ao mercado, por meio de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), terá de aguardar uma janela e ainda pode vir acompanhada de certa desconfiança de investidores com aquela companhia – que era aberta, fechou o capital e quer ser aberta de novo.

DECISÕES DA MATRIZ

Outro fator que vem deixando analistas e investidores atentos à movimentação das empresas no mercado acionário são decisões tomadas pelas matrizes de grupos estrangeiros com ações listadas na B3 – como aconteceu com o Carrefour, que em fevereiro anunciou a intenção de fechar o capital do Carrefour Brasil – a matriz tem 70% do capital da subsidiária , a Península, da família Diniz, 7,3%, e o restante é pulverizado... leia mais em Jornal de Brasília 01/04/2025