Vista Energy compra participação na Petronas Argentina por US$ 1,5 bilhão
A Vista Energy, segunda maior produtora de petróleo da Argentina, anunciou a compra de 50% da Petronas, campo de petróleo La Amarga Chica, localizado na formação de xisto Vaca Muerta. O negócio foi fechado por cerca de US$ 1,5 bilhão, marcando mais um passo na consolidação de empresas argentinas no controle da produção de petróleo não convencional do país.
Segundo comunicado, a Vista vai desembolsar US$ 900 milhões à vista, sendo um terço desse valor financiado por meio de um empréstimo do Banco Santander. Além disso, a Petronas receberá uma participação de cerca de 7% na Vista, avaliada em aproximadamente US$ 300 milhões. O restante do pagamento será feito em duas parcelas, previstas para 2029 e 2030.
Custo de produção mais baixo
O campo adquirido fica ao lado do ativo principal da Vista, o Bajada de Palo Oeste, e possui custos de produção mais baixos do que os atuais campos da empresa. Segundo analistas da Jefferies, o negócio pode gerar “sinergias significativas” e foi fechado a um “preço atrativo”. As ações da Vista chegaram a subir até 15% nas negociações em Nova York após o anúncio.
A compra também sinaliza a saída definitiva da malaia Petronas do setor de óleo e gás argentino, após sua retirada de um projeto de gás natural liquefeito (GNL) em parceria com a estatal YPF. A tendência segue o movimento de outras multinacionais, como a ExxonMobil, que vendeu seus ativos na Argentina em 2024, e a TotalEnergies, que também avalia sua saída.
Com o acordo, a YPF permanece com os outros 50% do campo La Amarga Chica e continuará como operadora do projeto.
Vista buscando aquisições
Fundada por Miguel Galuccio — ex-presidente da YPF e atual membro do conselho da SLB (antiga Schlumberger) — a Vista já havia recebido autorização de seus acionistas no mês passado para buscar aquisições, podendo utilizar endividamento ou emissão de ações para financiar a expansão.
A compra ocorre em um momento de incerteza no mercado global de petróleo, com os preços pressionados pela guerra comercial promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump.. leia mais em InvestNews 16/04/2025

