O grupo varejista St Marche, dono da rede de supermercado de mesmo nome e do Empório Santa Maria, ambos em São Paulo, entrou com pedido de recuperação extrajudicial na noite de quarta-feira para reestruturar uma dívida financeira de R$ 528 milhões. A companhia já vinha preparando o processo desde março, como antecipou o Pipeline.

O plano de reestruturação prevê a injeção de R$ 127,5 milhões através de um novo financiamento com terceiros e a diluição do acionista controlador L Catterton. O fundo de private equity se comprometeu a garantir um terço do novo empréstimo, mas vai perder a posição majoritária.

A varejista tinha entrado com pedido de cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo, em fevereiro, para suspender a execução temporária e vencimento antecipado das dívidas pelo prazo de 60 dias. Naquele momento, o pedido abrangia um total de R$ 639 milhões em dívidas do grupo. Agora, no escopo do pedido de recuperação extrajudicial, constam apenas os créditos quirografários financeiros, ficando de fora as dívidas com garantia e com fornecedores.

O FIDC Não-Padronizado Alternative Assets I, gerido pelo BTG, é o principal credor dos R$ 275 milhões devidos pela holding STM Participações. A companhia já tem apoio do BTG, mas busca suporte dos demais credores.

Aqueles que toparem dar novo crédito à companhia na proporção da sua exposição à dívida do St Marche receberão bônus de subscrição equivalente a 65% da empresa. Desse total, o L Catterton e o BTG, que totaliza 53,8% dos créditos, já se comprometeram a aportar um terço cada um, mas o controlador não receberá os bônus de subscrição… saiba mais em Pipeline 16/04/2025