O mercado de venture capital no Brasil começa a dar sinais de recuperação. Após um período desafiador, duas gestoras se destacam: Valor Capital e Canary.

Venture capital atrai novos aportes em cenário desafiador

Nos últimos anos, captar recursos para novos fundos se tornou um verdadeiro desafio no ecossistema de startups.

No entanto, isso tem começado a mudar.

A Valor Capital e a Canary, duas das mais influentes gestoras brasileiras de venture capital, já levantaram juntas cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) para seus novos fundos focados em startups em estágio inicial.

Segundo o NeoFeed, a Valor Capital captou US$ 100 milhões para seu quinto fundo, com meta de atingir US$ 250 milhões.

Já a Canary, com histórico de atuação em rodadas pré-seed, obteve o mesmo montante e tem como meta US$ 120 milhões.

Aposta no Brasil

A Valor Capital, criada por Clifford Sobel e seu filho Scott, mantém o objetivo de conectar o Brasil aos Estados Unidos. Seu portfólio já inclui unicórnios como Gympass, Olist e CloudWalk.

A proposta da nova captação é manter cheques entre o seed e a série B, seguindo a estratégia de fundos anteriores.

Desde o início, a casa vem aumentando os valores captados: de US$ 30 milhões no primeiro fundo para mais de US$ 250 milhões no quarto.

O quinto fundo busca novamente o mesmo patamar.

Canary ajusta foco, mas mantém DNA

A Canary está em seu quarto fundo e também já arrecadou US$ 100 milhões. Neste novo ciclo, o foco será mais concentrado, com investimentos em 30 a 35 startups.

Isso marca uma leve mudança em relação aos fundos anteriores, nos quais eram apoiadas cerca de 50 empresas.

Entre os nomes do portfólio estão Alice, Buser, Caju e Gupy.

A base de investidores agora é majoritariamente institucional, incluindo gigantes como IFC, BID e DEG, que já aportaram dezenas de milhões de dólares.

Investidores estrangeiros lideram retomada

Além de Valor Capital e Canary, outras casas também têm avançado.

Big Bets, DGF e Patria são exemplos de gestoras que conseguiram captar valores relevantes nos últimos meses.

No entanto, a maioria dos fundos ainda enfrenta dificuldades para atingir suas metas de captação, especialmente os que dependem de investidores brasileiros.

De acordo com a Distrito, o volume investido em startups brasileiras em 2024 cresceu 13,8%, alcançando US$ 2,14 bilhões… leia mais em BPMoney 23/04/2025