A bolsa brasileira registrou o pior início de ano para ofertas de ações em vinte anos, superando períodos já considerados difíceis para o mercado brasileiro, incluindo 2015, quando o país atravessava uma crise política e econômica. Sob um contexto de grande volatilidade dos mercados, situação piorada com o tarifaço promovido pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, localmente a única oferta até aqui foi o “follow-on”, que se trata da transação de empresa já listada, da Caixa Seguridade.

A oferta do braço de seguro da Caixa Econômica Federal, que ocorreu neste mês, foi secundária, ou seja, se tratou de venda de ações pelo banco público e não colocou recursos no caixa da empresa, movimentando R$ 1,22 bilhão. A transação já era de conhecimento do mercado há ao menos um ano, visto que a seguradora precisava ajustar sua liquidez em bolsa para cumprir as regras do Novo Mercado, segmento em que é listada. Ao contrário da situação em massa das empresas de capital aberto, a companhia apresenta bom desempenho de suas ações apesar do ambiente econômico, dado que o setor de seguros é visto como resiliente por investidores.

O levantamento desconsidera, assim, o follow-on da Azul, lançado em meio ao seu processo de reestruturação de dívidas, que consiste basicamente em conversão de dívidas em ações e sem precificação a mercado, ou seja, o preço já foi fixado na largada. A oferta poderá superar os R$ 4 bilhões se houver demanda de mercado — R$ 1,6 bilhão trata-se da conversão. Uma fonte próxima diz que há interesse de investidores estrangeiros que conhecem o setor aéreo, que podem estar com a atenção voltada para os ganhos em potencial com eventual concretização da fusão com a Gol e querem montar posição. A transação deve ser concluída nesta quarta-feira… leia mais em Valor Invest 23/04/2025