Uma semana após dois dos seus principais nomes em direito societário deixarem a banca, o Lefosse diz que espera receber novos “sócios laterais” – retirados de concorrentes – ainda neste ano. Na última quinta-feira, três advogados da banca foram promovidos: a especialista em arbitragem Mônica Murayama; Pedro Cruciol, com foco em reestruturação de dívidas; além de Rafaela Canito, tributarista.

“Temos uma estrutura empresarial bem definida, que nos deixa menos suscetíveis a impactos de movimentos de mercado”, defende o managing partner Rodrigo Junqueira. A movimentação, que elevou o número de sócios a 69, é “independente de saídas” recentes e já estava programada com base no plano de carreira dos profissionais, segundo ele.

Dois dias antes, o escritório perdeu Carlos Mello e Mirella Mie Abe para o Tozzini Freire, conforme informou o Pipeline, causando alvoroço nas grandes sociedades de advocacia paulistas. As negociações com Mello tiveram início em janeiro. “Movimentos como saídas de sócios são naturais. O mercado de advocacia empresarial está cada vez mais competitivo, é um sinal de amadurecimento da indústria”, avalia Junqueira.

O próprio Tozzini também quer trazer ao menos mais dois novos nomes do mercado e o Cescon Barrieu tirou seis sócios da concorrência neste ano: Lior Pinsky, do Veirano, e Ana Carolina Audi, do Demarest, ambos de societário e M&A; Karina Sasaki, trabalhista do Baraldi Mélega; André Lemos, de óleo e gás do Lefosse; Diogo Albaneze, de direito público do Giamundo Neto, e a tributarista Camila Bacellar, da KPMG. Além deles, foi promovido Dimitrios Constantelos, de bancário.

O sócio Alexandre Barreto vê o ano com preocupação em termos de volume de transações, por conta do risco de recessão nos Estados Unidos. “Devemos ter um ano mais errático em termos de M&As. Quando o mercado está indefinido, fica todo mundo mais precavido”, diz o managing partner do Cescon leia mais em Pipeline 29/04/2025