Acionistas da Mobly rejeitam retirada de cláusula de ‘poison pill’
Os acionistas da Mobly rejeitaram na manhã desta quarta-feira (30), em assembleia geral extraordinária, a retirada da cláusula de “poison pill” do estatuto da empresa, o que afeta de forma direta a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela família Dubrule, fundadora da Tok & Stok, marcada para meados de maio. “Poison pill” é o nome dado aos mecanismos de proteção contra ofertas hostis.
Na assembleia de hoje, os votos favoráveis pela retirada da “poison pill” vieram basicamente da principal acionista da empresa, a alemã Home 24, que foi quem pediu a inclusão desse item na pauta. De um total de 122 milhões de ações da empresa, aproximadamente 115 milhões estavam registradas para votar. Delas, 59,8 milhões votaram pela rejeição, 54,48 milhões a favor e houve, ainda, 6,8 milhões de abstenções.
Sem a retirada dessa cláusula, qualquer investidor que ultrapassar os 20% de participação terá que estender a oferta a todos os acionistas e respeitando um prêmio que consta em seu estatuto. Pelo cálculo da empresa, com essa cláusula, o preço a ser pago em uma OPA seria de R$ 5 por ação, muito acima dos R$ 0,68 oferecidos pela família... saiba mais em Valor Econômico 30/04/2025

