Após a renúncia de dois conselheiros na Brava Energia, a empresa Ebrasil, que possui termelétricas no Nordeste e tem participação de 5,29% na petroleira, elegeu seu diretor comercial, Richard Kovacs, para o lugar do conselheiro independente Rogério Peres. Já a Starboard Asset trocou Matheus Dias por Halvard Idland,.

Com usinas em Pernambuco e Paraíba, a Ebrasil se tornou o terceiro maior acionista da Brava, atrás de Bradesco e Jive, após segregar sua posição detida por meio do fundo Yellowstone, antes reportada como BTG Pactual, gestor da carteira. “Tivemos conversas com outros acionistas antes da indicação e fomos bem recebidos”, disse Kovacs.

A empresa começou a montar a posição na Brava no fim do ano passado como parte de uma estratégia de longo prazo. “Identificamos uma assimetria por conta de um deal risk associado à operação nos campos de Atlanta e Papa-Terra, que não estavam operacionais”, conta o novo conselheiro.

Com a queda do petróleo e das petroleiras, a Ebrasil – que tem ainda participação na operadora de plataformas offshore Ocyan – viu oportunidade para aumentar posição e entrar no board. A Brava retomou a produção de Papa-Terra e iniciou a do FPSO Atlanta, ambos na Bacia de Santos, no fim de 2024. “Atlanta entrou em operação e o mercado não enxergou esse potencial”, diz o executivo.

A Ebrasil tem ainda investimentos em saneamento e rodovia, e não descarta aumentar a fatia na Brava. “Hoje, é nosso principal novo investimento no setor de petróleo”, afirma Kovacs , que não vê a venda de ativos como condição para reduzir a alavancagem.

M&A é sempre uma possibilidade em empresas de petróleo e gás, mas não é condição sine qua non para desalavancar”, avalia. Por outro lado, defende que a empresa deve reduzir o peso da dívida para distribuir dividendos, ou fazer uma recompra de ações, antes de pensar em ir às compras.

O representante da Ebrasil enxerga a Brava como um player relevante que vai se beneficiar da abertura do mercado de gás no Brasil, que ainda não teve implementação plena após a aprovação da Lei do Gás, em 2021… leia mais em Pipeline 02/05/2025