Ricoh amplia aposta ‘anti-Kodak’ e compra paulistana Go2next
Fundada em 1936 como fornecedora de papel fotográfico – atuação que derivaria para a fabricação de câmeras, impressoras, copiadoras, scanners e multifuncionais ao longo do tempo –, a Ricoh anuncia nesta quinta-feira a aquisição da Go2next, especializada em infraestrutura de TI e soluções em nuvem para empresas.
Com a compra de 100% do capital da paulistana – por valores não revelados, assim como os de faturamento –, a gigante japonesa reforça sua posição como provedora de serviços digitais para o ambiente de trabalho. Embora ainda fabrique equipamentos, mais da metade da receita global da Ricoh, de US$ 17 bi ao ano, tem origem em serviços, em parceria com outras marcas globais.
Com a integração, a Ricoh amplia seu portfólio em soluções como infraestrutura crítica, networking e modelos “as a service” – em que fornece equipamentos sem a venda efetiva –, essenciais para ambientes de trabalho híbridos. “A Go2next traz capacidades que complementam nossa oferta e ajudam a entregar uma experiência de trabalho fluida, seja no escritório ou em casa”, destaca o presidente da Ricoh América Latina, Diego Imperio.
Além da capacidade tecnológica e do portfólio de soluções, o interesse da nova controladora foi despertado pela carteira de 60 clientes ativos – de médio a grande porte, incluindo big techs, bancos e montadoras – da adquirida. Os serviços prestados podem incluir o projeto arquitetônico para incorporar a infraestrutura tecnológica corporativa.
“Temos cases implementados em bancos da Faria Lima com 100 salas de reunião. Quanto melhor for a experiência do usuário nesse espaço, mais negócios ele faz”, diz o diretor executivo da Go2next, Paulo Pichini.
Segundo Imperio, o quadro qualificado de 60 funcionários também foi um importante atrativo para o negócio. Eles devem se unir aos 400 da Ricoh Brasil e 3.100 da América Latina, sem demissões previstas e com manutenção da marca – em um processo de transição que deve acrescentar os dizeres “uma empresa Ricoh”.
“A Ricoh sempre busca, nas aquisições, trazer pessoas que possam juntar forças para fornecer serviços a clientes”, afirmou Imperio, uruguaio que viveu no Rio de Janeiro por 10 anos, enquanto liderava a operação brasileira, e hoje está baseado na Flórida.
Boa parte do crescimento da Ricoh nos últimos anos se deu por meio de aquisições. No ano passado, comprou a alemã de OCR (extração de textos a partir de imagens) natif.ai. Em 2023, incorporou a chilena Videocorp, de soluções audiovisuais para salas de reunião como telões, lousas digitais, câmeras e microfones para captação de som e de imagem. Em 2022, levou a suíça Axon Ivy, de automação de processos… leia mais em Pipeline 08/05/2025

