A proptech Pilar, que conecta corretores e corretoras de imóveis de alto padrão, levantou US$ 6,5 milhões em uma rodada série A liderada pela gestora Alexia Ventures. Também participaram os fundos FJ Labs – de Fabrice Grinda, cofundador da OLX –, além de Endeavor e as gestoras Gilgamesh Ventures, LAPS Capital e Stamina, que aumentaram a participação na empresa.

Investimos em startups que usam tecnologia para fortalecer comunidades e possam disruptar setores, e vimos na Pilar esses potenciais de empoderar os corretores e melhorar as vendas no mercado imobiliário com o uso de dados”, diz Bianca Martinelli, sócia da Alexia Ventures. O fundo terá um assento no conselho da Pilar.

Esse é o primeiro investimento do segundo fundo da Alexia, que levantou US$ 100 milhões para investir em 10 a 12 empresas. Criada por Martinelli, Wolf Klabin e Patrick Arippol, ex-DGF, a gestora é focada em startups de softwares que atuam no mercado B2B da América Latina e usam inteligência de dados.

A Pilar soma US$ 12 milhões de capitalização desde 2021, quando foi fundada por Felipe Abramovay, que ocupa o cargo de CEO, Luiz Gilbert e Raphael Sampaio. Em 2022, a proptech levantou US$ 4,7 milhões logo após um aporte pré-seed realizado pela Canary, onde trabalhou Abramovay, e Latitud. No ano passado, a startup entrou para o Scale-Up, programa de aceleração da Endeavor.

A Pilar quer usar os recursos para se consolidar como líder no mercado de luxo de São Paulo e Curitiba, ampliar a comercialização pelo portal Pilar Homes – focado em imóveis acima de R$ 2 milhões – e entrar em lançamentos residenciais com incorporadoras via plataforma digital e rede de corretores com experiência no segmento.

“As vendas de imóveis acima de R$ 2 milhões em Curitiba cresceram 175% de 2015 a 2024 e temos conseguido boas parcerias”, diz Abramovay. Para o ano que vem, a proptech planeja expandir a operação na região Sul, principalmente em Porto Alegre e Florianópolis, além de estar olhando os mercados de Belo Horizonte, Brasília e Rio.

Em 2024, a Pilar alcançou um VGV de R$ 2,5 bilhões, mais que o dobro do volume de 2023, com tíquete médio de R$ 4 milhões…. leia mais em Pipeline 12/05/2025