A Invisto – especializada em construir e vender casas de alto padrão nos Estados Unidos a partir da compra e demolição do imóvel antigo – passou a ter a firma de coinvestimentos paulistana Osher como sócia. A parceria deve ajudar a gestora a expandir seu fundo 2 e preparar o terceiro, previsto para o fim de 2026. Atualmente, os investimentos da proptech estão em Tampa, Winter Park e Orlando.

O primeiro fundo levantou US$ 65 milhões para fazer 73 casas. No segundo, de US$ 150 milhões e ainda em curso, já foram adquiridos 27 imóveis. O fundo 3 deve captar entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões, passar de 400 casas e proporcionar a expansão geográfica para Houston, Dallas e Austin – essa a confirmar. Lançada em 2022, a Invisto tem como CEO e principal sócio João Vianna, cofundador da Loft, junto com Victor Magalhães (co-CEO e também ex-Loft) e Rafael Rebouças (COO).

“Sempre quisemos atuar no mercado americano, já tínhamos feito alguns investimentos pontuais, mas escolhemos o João e o modelo de negócio da Invisto para concentrar nossa posição imobiliária nos EUA”, conta o CEO da Osher, Marco Rennó. Ele fundou a gestora em 2012 e tem mais de 40 parceiros de negócio entre investidas – como Ademicon, de consórcios, Tania Bulhões, de artigos para a casa, e Decolores, de rochas para decoração – e fundos de private equity e venture capital.

A Osher é parceira de primeira hora da Invisto por meio dos dois fundos, com participação maior no segundo. A gestora apoiou a aquisição de uma construtora na Flórida, em cash – primeiro, de mais de 50% no fim do ano passado, e o restante com o exercício de uma opção de compra mais recentemente. Agora, fez sua primeira incursão no capital social.

“Eles são experientes em estruturas de capital complexas, com equity e dívida ao mesmo tempo, e foram os grandes viabilizadores da compra da Luih, que abriu caminho para essa parceria”, diz Vianna.

A Invisto tem 65 funcionários, aproximadamente 20 nos EUA. Cada obra costuma empregar entre 70 e 100 pessoas direta e indiretamente, segundo o executivo. Como o setor imobiliário já é bastante regulamentado – e proibia o emprego de imigrantes ilegais em estados como a Flórida –, não sentiu impacto significativo no custo de mão de obra com as medida de deportação do governo Trump.

Já a política de tarifas pode ter impacto de 3% a 5% no custo dos materiais, o que – no caso da Invisto – tende a ser compensado pela internalização da construção, diz … leia mais em Pipeline 15/05/2025