Direito de recesso pode reduzir dividendos da fusão Marfrig-BRF
A distribuição de dividendos de Marfrig e BRF na fusão proposta das duas companhias pode ser reduzida se parte dos minoritários da BRF aderir ao direito de recesso, ou seja, não aceitar trocar suas ações pelos papéis da Marfrig, segundo uma pessoa próxima à operação.
Pela transação, os acionistas da BRF receberão R$ 3,5 bilhões em dividendos, o equivalente a R$ 2,20 por ação, que será trocada pelo equivalente a 0,8521 do papel da Marfrig. A operação avaliou a ação da BRF a R$ 19,89, valor um pouco abaixo da cotação atual do papel e os acionistas da BRF que não aderirem à oferta não receberão os dividendos.
A Marfrig já conta com a adesão do Salic, fundo soberano da Arábia Saudita que tem 11% da companhia, e da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil que tem cerca de 6%. Somando os cerca de 6% em ADRs mais 6% em ações que estão alugadas, que não têm direito de recesso, além de cerca de 8% a 10% que estão em fundos passivos, sobram cerca de 10% do free float com acionistas minoritários que poderiam, no pior cenário, aderir ao direito de retirada.
Nesse caso, seriam descontados cerca de R$ 3,2 bilhões do total de R$ 3,5 bilhões a serem distribuídos pela BRF, havendo o rateio de apenas R$ 300 milhões para aqueles aderirem à oferta.
Já os acionistas da Marfrig teriam o total de dividendos distribuídos reduzido de R$ 2,5 bilhões para R$ 700 milhões já que a Marfrig tem 51% da BRF e iria usar os R$ 1,8 bilhão que receberia da controlada para pagar os seus acionistas.
As assembleias de Marfrig e BRF para votar a proposta estão marcadas para 18 de junho… leia mais em Pipeline 21/05/2025

