Quem são os interessados nos aeroportos da Motiva (ex-CCR)
A venda de 20 aeroportos da Motiva (ex-CCR) avançou e já foram escolhidas as empresas que vão disputar os ativos na segunda fase do processo. A operação atraiu tanto investidores estratégicos como Vinci, Fraport e Zurich, quanto fundos de private equity focados em infraestrutura como o Macquarie, que seguem nessa etapa do processo de seleção.
Os interessados devem fazer uma oferta pelo pacote inteiro dos ativos, como queria a CCR, para evitar que houvesse baixo interesse por aeroportos de pequeno e médio porte, um negócio que pode chegar a R$ 5 bilhões ou R$ 6 bilhões. Na primeira etapa do processo, pelo menos 12 investidores olharam os ativos.
A CCR opera a concessão de 17 aeroportos no Brasil, incluindo o de Confins, em Belo Horizonte, e Goiânia (GO), além de outros três em países da América Latina : Equador, Costa Rica e Curaçao. Os aeroportos registraram movimento de 43 milhões de passageiros por ano e somaram um Ebitda ajustado de R$ 1 bilhão em 2024, crescimento de 27% frente a 2023. Itaú BBA e Lazard estão assessorando a venda.
A alemã Fraport, proprietária e operadora do aeroporto de Frankfurt, já tem a concessão dos aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre no Brasil. A francesa Vinci opera os terminais de Salvador, Manaus, Boa Vista, Porto Velho e Rio Branco. A suíça Zurich opera Florianópolis, Natal e Vitória e já tem uma parceria com a Motiva no aeroporto de Confins .
Já a gestora de private equity Macquarie investiu em aeroportos fora do Brasil, como no Reino Unido, mas não tem nenhuma concessão no país e está buscando ampliar sua atuação no segmento de infraestrutura no mercado local.
Procuradas, Fraport, Vinci e Macquarie não retornaram até a publicação desta reportagem. A Zurich Airport Latin America informa que não comenta potenciais novos negócios e reafirma seu compromisso com o Brasil como mercado prioritário para crescimento na região. A Motiva reiterou as informações prestadas no fato relevante , de 13 março, e confirmou que contratou assessores financeiros para avaliar potenciais movimentos de consolidação, mas que não há qualquer acordo vinculante no momento a respeito dessas negociações… leia mais em Pipeline 03/06/2025

