Diante do elevado nível de incertezas nos cenários externo e doméstico e de uma comunicação oficial difusa desde maio, o mercado se mostra dividido sobre o desfecho da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana. Com as opções de manutenção da Selic no nível atual ou uma alta residual de 0,25 ponto no juro básico sobre a mesa, não se via tamanha divergência sobre uma reunião desde maio do ano passado — encontro que culminou em uma divergência por 5 a 4 votos dentro do colegiado.

Para aproximadamente 62% das 126 instituições consultadas pelo Valor, o Copom irá manter a Selic nos 14,75% atuais e encerrar o ciclo de aperto monetário iniciado em setembro. Do outro lado, 38% das casas esperam um ajuste residual de 0,25 ponto nos juros, para 15% ao ano.

Caso a elevação se concretize, a taxa alcançaria o maior nível desde julho de 2006. A volatilidade nas próprias projeções do mercado se deu de forma relevante e, de maio para cá, casas importantes passaram a incluir em seus cenários um novo aumento da Selic — como BTG Pactual, Santander e ASA… leia mais em Valor Econômico 16/06/2025