O Itaú Unibanco está incorporando o fundo de venture capital Kinea Ventures, que estava com a gestora de ativos alternativos controlada pelo banco, para lançar seu veículo proprietário de Corporate Venture Capital (CVC), batizado de Itaú Ventures.

A decisão de incorporar o Kinea Ventures tem como objetivo aproximar a gestão de investimentos das necessidades operacionais e estratégicas do banco, atuando de forma complementar à estrutura de fusões e aquisições da instituição. “Vamos atuar lado a lado com as áreas de negócio para identificar oportunidades que possam acelerar a inovação em linha com as necessidades do banco”, afirma Fernando Chagas, diretor de negócios proprietários do Itaú Unibanco.

O CVC do Itaú nasce com R$ 500 milhões, sendo R$ 250 milhões para novos investimentos. A carteira será gerida por Philippe Schlumpf, até então gestor do Kinea Ventures, que passará a ser superintendente do Itaú Ventures e contará com equipe dedicada e estará vinculado à diretoria de negócios proprietários do banco, mas manterá independência na gestão.

“O Itaú Ventures nasce com o aprendizado de cinco anos do Kinea Ventures, no qual olhamos mais de mil startups. Agora, damos um passo além que vai trazer mais agilidade nessas parcerias”, afirma Schlumpf.

Lançado em 2020, o Kinea Ventures já investiu em oito startups, participando desde capital semente até série B. Entre as investidas estão a Kanastra, que fornece serviços de backoffice para fundos e produtos securitizados, a Liqi, fintech de tokenização e blockchain, e Monkey Exchange, marketplace de recebíveis.

O Itaú Ventures tem como foco startups de Brasil e América Latina, mirando investimentos minoritários com tíquete médio de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões. “Mas podemos fazer cheques maiores e estamos olhando para participar de investimentos seed a série C”, afirma Schlumpf.

O fundo está buscando empresas em áreas que são estratégicas como pagamentos, gestão de fortunas, seguros, crédito, cybersegurança, serviços financeiros, user experience (UX), infraestrutura e inteligência artificial.

O Itaú Ventures poderá investir ainda em empresas que fizeram ou fazem parte do Cubo, hub de inovação dedicado à aceleração de startups. O Kinea Ventures já investiu, por exemplo, na Digibee, plataforma de integração de softwares e serviços que fez parte do Cubo Itaú.

O momento de menos competição no mercado com a desaceleração dos investimentos em venture capital, depois da euforia de 2021, é favorável aos fundos de CVC, que estão com capital para investir, mas Schlumpf defende que bons empreendedores conseguem levantar recursos em qualquer cenário. “O Itaú navegou bem por todos esses ciclos encontrando bons empreendedores”, disse Chagas… leia mais em Pipeline 16/06/2025