Fusões & Aquisições destaques do dia 16/06/2025
Resumo do dia: “IPO nos ensinou a pensar mais no longo prazo” & diz Alexandre Soncini, da VTEX; Itaú Unibanco cria Itaú Ventures & novo CVC de R$ 500 milhões impulsiona inovação e startups na América Latina; Trump aprova aquisição da U.S. Steel & pela Nippon Steel por US$ 14,9 Bi, transação estabelece novo marco para M&A no setor siderúrgico, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.
INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
“IPO nos ensinou a pensar mais no longo prazo”, diz Alexandre Soncini, da VTEX – A VTEX, após seu IPO em 2021, vive uma transformação estratégica fundamental, marcada pelo fortalecimento da governança, eficiência operacional e orientação ao longo prazo — aprendizados decisivos destacados por Alexandre Soncini, cofundador da empresa, no programa “Do Zero ao Topo”. Segundo Soncini, a vida de companhia aberta impõe responsabilidade ampliada, disciplina e transparência, tornando o ambiente mais complexo, mas estratégico para conquistar a confiança do mercado e investidores. Diante do cenário instável do setor de tecnologia entre 2021 e 2022, a VTEX rapidamente ajustou sua rota, optando por crescimento sustentável, cortes de custos e disciplina de caixa ao invés da expansão desenfreada, diferenciais que hoje garantem resultados positivos e geração de caixa recorrente. Um ponto estratégico valorizado por Soncini é a liderança founder-led, baseada nos próprios fundadores capitaneando decisões estratégicas cruciais. A empresa capitaliza a competência dos profissionais brasileiros, apontando competitividade global sem “síndrome do vira-lata”, e investe em equipes multiculturais mundo afora. Para profissionais de M&A, o case VTEX enfatiza a importância de alinhar execução e estratégia, apostando em eficiência, governança e mindset global para navegar contextos de elevada volatilidade e exigência de valor duradouro.
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“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Itaú Unibanco cria Itaú Ventures: novo CVC de R$ 500 milhões impulsiona inovação e startups na América Latina – O Itaú Unibanco anunciou a incorporação do Kinea Ventures para lançar o Itaú Ventures, veículo próprio de Corporate Venture Capital (CVC) com capital inicial de R$ 500 milhões — sendo R$ 250 milhões destinados a novos aportes. O movimento aproxima a gestão de inovação das estratégias de negócios do banco e complementa a atuação da área de fusões e aquisições (M&A). Com Philippe Schlumpf, ex-Kinea Ventures, à frente da operação, o Itaú Ventures mira participação minoritária em startups brasileiras e latino-americanas, com tíquetes médios entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, podendo alcançar estágios do seed ao série C. O portfólio do Kinea já inclui oito startups — entre elas, Kanastra, Liqi e Monkey Exchange —, com experiência relevante em segmentos como pagamentos, crédito, seguros, infraestrutura e inteligência artificial. A decisão ocorre em um ciclo de menor competição no venture capital e visa fortalecer o ecossistema de inovação do Itaú, aproveitando integração com o Cubo Itaú. O alinhamento estratégico e a maior proximidade operacional prometem acelerar a inovação aberta, consolidando o banco como protagonista no cenário de CVC na região.
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⇒ No Exterior
Trump aprova aquisição da U.S. Steel pela Nippon Steel por US$ 14,9 Bi, transação estabelece novo marco para M&A no setor siderúrgico – O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou a compra integral da U.S. Steel pela japonesa Nippon Steel por US$ 14,9 bilhões, encerrando negociações que se estenderam por 18 meses e superaram revisões de segurança nacional e forte resistência sindical. O múltiplo da transação não foi oficialmente divulgado, mas o valor representa um expressivo prêmio sobre o valuation de mercado recente da U.S. Steel. A aprovação está condicionada a acordos firmados com o Departamento do Tesouro dos EUA para mitigar riscos à segurança nacional. As empresas confirmaram compromissos de governança e investimento, incluindo US$ 11 bilhões previstos até 2028 para modernização industrial, além de US$ 3 bilhões adicionais em uma nova planta após esse período. A operação prevê a aquisição de 100% das ações, sem detalhes sobre a estrutura da “golden share”, fator que levanta questões sobre o nível de controle americano pós-operação. O case reforça a relevância de estratégias de mitigação de riscos regulatórios em M&A cross-border e consolida a Nippon Steel como um dos líderes globais do setor.
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