Crescimento do Brasil ainda é vantagem, mas país precisará passar por reformas, diz Goldman Sachs
O crescimento da economia, a despeito do longo ciclo de aperto monetário, é uma das vantagens do Brasil, mas a expansão poderia ser exponencial se o país encarasse reformas estruturantes. Em entrevista ao Valor durante uma curta visita ao Brasil na semana passada, Richard Gnodde, vice-presidente do Goldman Sachs, e Kunal Shah, co-CEO do Goldman Sachs Internacional (GSI) e co-CEO da área de renda fixa, câmbio e commodities (FICC), afirmaram que o país voltou ao radar dos investidores estrangeiros, algo que tem sido notado na entrada de recursos de fora na bolsa brasileira, mas existe uma preocupação com os juros, que têm sido um fardo para as empresas brasileiras.
“Acho que a vantagem que o Brasil ainda tem é o crescimento. A economia do Brasil pode dobrar, triplicar ao longo de um período. Promover reformas estruturais certas para ajudar a facilitar esse crescimento. Para mim, essa seria a coisa mais importante – assim você pode crescer e superar o desafio fiscal. E essa é uma oportunidade que nem toda economia tem”, disse Gnodde.
“Ter um crescimento de 2,3% em um ambiente macro ainda bastante difícil só mostra a força do setor privado”, acrescentou Shah, em sua sétima visita ao país. Pela primeira vez, ele concedeu entrevista a um veículo de imprensa brasileiro… leia mais em Valor Econômico 23/06/2025

