A HRTech Comunitive anuncia nesta segunda-feira (23/6) a captação de uma rodada de R$ 1,2 milhão com os fundos Bossa Invest e Stamina VC, além de dois investidores-anjo. No ponto de equilíbrio desde 2021, a startup resolveu captar para acelerar o crescimento após pivotar o seu modelo de negócios em 2023.

No ano passado, a Comunitive registrou crescimento em torno de 80% e faturamento de R$ 4 milhões. “2023 foi o ano da mudança e em 2024 nós entramos no mercado para valer, aprendemos muito e tivemos clareza sobre o caminho, com métricas boas. Entendemos que agora era o momento de dar uma aceleradinha”, afirma Felipe Thomé, fundador da startup.

Ele e o sócio, Ricardo Faust, não quiseram gastar muita energia e tempo captando e determinaram um prazo de quatro meses para o roadshow. “A gente não precisa desse dinheiro para sobreviver. Se não captasse, tudo bem, só íamos crescer mais devagar”, acrescenta.

A Comunitive é uma plataforma SaaS gamificada de comunicação interna, engajamento e reconhecimento de colaboradores, que hoje atende mais de 150 médias e grandes empresas, com 200 mil usuários ativos em mais de 20 países.

A proposta da plataforma é transformar ações rotineiras dentro das organizações em experiências engajadoras. A empresa oferece uma solução white label, onde cada cliente pode customizar sua própria “rede social interna”. Por meio dela, os colaboradores recebem desafios: desde participar de um treinamento, preencher uma pesquisa, até publicar ou compartilhar conteúdos institucionais.

Essas ações geram pontos que podem ser trocados por recompensas — desde produtos físicos e vouchers de grandes marcas como Nike, Uber e Spotify, até prêmios oferecidos pela própria empresa, como dias de folga, brindes personalizados ou experiências internas.

A solução atende empresas com equipes dispersas geograficamente — seja em home office, filiais, unidades industriais ou operações logísticas. Entre os principais clientes, estão nomes como L’Oréal, DASA e Óticas Diniz, em setores diversos como varejo, saúde, tecnologia e indústria.

A história da Comunitive começou em 2018, quando Thomé, com background em marketing digital, criou uma plataforma chamada Peepi, voltada ao marketing de defensores, gamificando a relação com clientes para gerar indicações e compartilhamentos.

“Desde a faculdade, me chamava atenção que havia alto investimento de mídia em televisão, jornal, rádio, mas quando ia mensurar, os clientes muitas vezes vinham por uma indicação. A startup surgiu para ser uma plataforma para engajar os clientes para isso”, relembra.

A gamificação já fazia parte do negócio, com desafios para motivar as pessoas, em troca de benefícios e recompensas. O produto foi bem recebido por grandes empresas, como Unilever e Stone. No entanto, a pandemia mudou tudo em 2020. Com o avanço do trabalho remoto, os próprios clientes começaram a usar a plataforma para outro propósito: engajar seus colaboradores à distância. A resposta foi tão positiva que a empresa percebeu ali uma nova oportunidade de mercado… leia mais em pegn 23/06/2025