Após concluir oficialmente a listagem na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), cresce a expectativa sobre os próximos passos da JBS, maior empresa de carnes do mundo, especialmente no que diz respeito a fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês). Desde o anúncio da dupla listagem, o comando da companhia afirma que o processo seria uma alavanca para operações “transformacionais”.

“Pode ser em qualquer segmento. Estamos sempre olhando M&A, mas hoje não há nada no forno”, disse Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, em coletiva com jornalistas.

Segundo o executivo, aquisições são importantes, mas não serão a única alavanca de crescimento da empresa. “Se o segmento é atrativo, mas os alvos não criam valor, esperaremos o momento certo. Enquanto isso, seguimos investindo de forma orgânica”, disse. Ele cita como exemplo dessa lógica a aquisição do Grupo King’s, no segmento de salames.

Considerando o portfólio atual da JBS, os negócios de salmão e ovos seriam os menos representativos.

Na manhã desta quarta-feira (25/6), a empresa realizou o toque do sino da Nyse. Além dos executivos e membros do conselho, também esteve presente José Batista Sobrinho, fundador da JBS e pai de Wesley e Joesley Batista, acionistas controladores da empresa.

Após o evento, o comando da JBS se reuniu com investidores para abordar os planos da empresa nesse novo momento. Segundo os executivos, os investimentos (Capex, na sigla em inglês) devem alcançar de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões nos próximos cinco anos Já os aportes em fusões e aquisições estão projetados para algo entre US$ 1 bilhão e US$ 1,2 bilhão por ano.

No que diz respeito à alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a meta é continuar dentro do que chama de “nível seguro”, entre 1,8 vez e 3 vezes. O indicador encerrou o primeiro trimestre de 2025 em 1,99 vez.

Tendo como base esse cenário, o comando da JBS projeta uma taxa de crescimento anual de 4% a 6% da receita e de 6% a 7% do Ebitda nos próximos cinco anos. O potencial de valorização das ações nesse período seria de 200%. “São simulações importantes que mostram o potencial da companhia de destravar valor”, disse Tomazoni.

Os analistas questionaram se o montante anual de US$ 1 bilhão para M&As não seria pequeno, dado o potencial da companhia. Para responder à pergunta, Tomazoni disse que “basta olhar para o passado”.

“Temos investido mais em crescimento orgânico porque ainda não encontramos a oportunidade certa para gerar valor para os acionistas. Mas oportunidades aparecem, e continuaremos olhando”, acrescentou Wesley Batista, acionista controlador da JBS…. leia mais em GloboRural 25/06/2025