A Minerva Foods entrou com recurso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra a fusão entre BRF e Marfrig, solicitando a reavaliação do processo.

Em parecer enviado ao órgão antitruste, a Minerva argumenta que a aprovação da operação, realizada em rito sumário, desconsidera impactos relevantes à concorrência, sobretudo no mercado de alimentos processados. A empresa aponta que a combinação entre Marfrig e BRF pode gerar concentração excessiva em determinados segmentos, como hambúrgueres, almôndegas e quibes, além de ampliar significativamente o poder de compra e o portfólio das companhias unificadas.

A Minerva também destaca o papel da Salic — braço de investimentos da Arábia Saudita — como fator de preocupação. A entidade já detém 24,5% do capital da própria Minerva e, com a incorporação, passará a ter participação também na Marfrig, o que, segundo a empresa, pode levar a um alinhamento indevido de interesses entre concorrentes. A Minerva teme, ainda, que conselheiros indicados pela Salic nas duas companhias favoreçam a troca de informações estratégicas, prejudicando a rivalidade no setor.

Além disso, a companhia acusa a Marfrig de ter minimizado os efeitos da incorporação na notificação ao Cade, ao afirmar que já detinha o controle unitário da BRF. A Minerva rebate essa alegação, afirmando que antes da operação a Marfrig não tinha poderes para exercer sozinha o controle da BRF, situação que muda substancialmente com a incorporação total… leia mais em GloboRural 27/06/2025