As grandes empresas de capital aberto, representadas pela Abrasca, ganharam o cabo de guerra com a B3 para manter as regras do Novo Mercado como estão. A bolsa propunha um aperfeiçoamento das normas de governança, que incluía aumento do percentual de conselheiros independentes e aumento de penalidades e multas, e as companhias alegam que haveria aumento de custos e sem necessariamente ganho de transparência ou processos.

Segundo a B3, das 190 empresas que compõem o Novo Mercado, 152 participaram da consulta privada. Dessas, a 74 rejeitaram todas as propostas – como Magazine Luiza, Armac, Hapvida, Equatorial, Profarma, Direcional e Ecorodovias.

Apenas oito, incluindo Lojas Renner, Vale e Dexco, foram a favor de todas as propostas. As demais 70 foram parcialmente a favor, como Panvel, Mills, CSU, Assaí e Eternit.

Ao longo de todo o processo, a bolsa participou de mais de 60 reuniões com cerca de 120 empresas e recebeu 76 contribuições por escrito, enviadas por companhias, investidores, associações e especialistas do mercado.

A B3 se comprometeu a iniciar uma nova discussão com participantes do mercado e regulador acerca de temas processuais para definir modificações no Novo Mercado – uma das críticas é que a norma estabelece necessidade de rejeição por um terço das empresas listadas. Desde 2000, o regulamento já teve cinco atualizações… leia mais em Pipeline 01/07/2025