Mesmo em meio à forte volatilidade nos últimos dias, a Aura Minerals conseguiu emplacar sua oferta primária de ações na Nasdaq e levantou US$ 210 milhões, apurou o Pipeline. O volume representa cerca de 10% da capitalização de mercado da companhia, hoje ao redor de US$ 2 bilhões.

O papel saiu a US$ 24,25, um desconto de cerca de 5,9% em relação ao preço de fechamento da ação, que é listada na bolsa do Canadá e negocia BDRs no Brasil.

O volume ficou em linha com a captação mínima anunciada pela empresa, apesar da oferta ter tido uma sobredemanda, e ainda pode ser acrescido ainda em 15% com a colocação do lote suplementar (green shoe) nos próximos 30 dias a depender do preço no mercado secundário. Isso elevaria o volume para US$ 241,5 milhões, abaixo dos US$ 300 milhões estimados inicialmente com a colocação de todos os lotes extras.

Cerca de 85% da demanda veio de investidores dos Estados Unidos, Canadá e Europa, e 15% de brasileiros. A mineradora, controlada pelo brasileiro Paulo Brito, busca aumentar a liquidez dos papéis, que devem passar a negociar cerca de US$ 15 milhões por dia, com maior cobertura de analistas. O dinheiro em caixa vai financiar projetos e aquisições realizadas recentemente. A companhia deve fazer uma despistarem em Toronto e passar a concentrar a negociação nos Estados Unidos, apurou o Pipeline.

O Bank of America e o Goldman Sachs coordenaram a oferta. BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, National Bank of Canada, RBC Capital Markets e Scotiabank participaram do sindicato… leia mais em Pipeline 15/07/2025