A fintech Karta, fundada em Miami pelos equatorianos Freddy Juez e Orlando Espinoza, quer entrar na carteira do brasileiro de alta renda com um cartão de crédito para uso no exterior. Apesar de parecer um mercado já bastante disputado, depois que startups como Avenue e Nomad puxaram a demanda também nos bancões de varejo, a companhia vê um espaço para chamar de seu – e conseguiu a chancela da Canary para a tese.

A gestora liderou uma rodada de investimento de US$ 5,4 milhões, que foi acompanhada de Clocktower, FJ Labs e Interaudi Bank. O cheque vai ser utilizado principalmente em marketing, no vácuo da American Express, que está encerrando a divisão de conta em dólar para estrangeiros. “Queremos nos capitalizar nesse mercado que a Amex está deixando”, diz Freddy Juez, fundador e CEO da Karta.

Como a estrutura financeira é toda nos EUA, a Karta afirma que não faz o câmbio das transações nem cobra taxas como IOF, além de viabilizar a abertura de conta simplificada, com documentação nacional. “A cereja no bolo é que permitimos parcelamentos”, diz o sócio, o que outras fintechs não fazem.

Enquanto o feature de “Buy Now, Pay Later” começa a se tornar conhecido nos EUA, o parcelado é trunfo para o já habituado brasileiro. Ao contrário do que ocorre aqui, onde o parcelamento já é definido com o vendedor no ato da compra, o processo na Karta ocorre pelo app da fintech: após realizar uma transação à vista em uma BestBuy, por exemplo, o cliente pode ir ao app para dividir a compra em três, seis ou nove vezes a uma taxa de juros de 5%, 10% ou 15%, respectivamente.

“Esse é o nosso principal meio de monetização”, diz ele. O recurso só pode ser utilizado em compras mínimas de US$ 500.

Já são cerca de três mil usuários do cartão, que foi lançado em novembro passado – e, segundo Juez, há atualmente seis mil pessoas na fila de espera para usar o app… leia mais em Pipeline 16/07/2025