Brasil será o mais endividado entre os emergentes nos próximos anos, diz executivo da Fitch
O Brasil está à mercê da falta de consenso entre o Executivo e o Congresso para solucionar seu dilema fiscal, o que o mantém distante do grau de investimento, perdido há dez anos. A janela política respondida para endereçar a questão só virá depois da eleição de 2026, diz o cochefe de títulos soberanos da América Latina da Fitch Ratings, Todd Martinez. Mas, a situação fiscal do Brasil deve piorar antes de melhorar.
“Projetamos que o Brasil será, entre os maiores mercados emergentes, o mais endividado do mundo nos próximos anos, superando a África do Sul e a Índia”, diz Martinez, em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast. A Fitch estima que a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) do País deve bater os 79,3% em 2025 e subir a um ritmo anual de 3 pontos percentuais à frente. A mediana de outros países com a mesma classificação é de 53%.
A agência de risco que avalia a baixa exposição comercial do Brasil aos EUA deve limitar possíveis danos das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, monitora efeitos colaterais.
Abaixo, os principais trechos da entrevista:…… leia mais em Estadão 22/07/2025

