Fusões & Aquisições destaques do dia 24/07/2025
Resumo do dia: A Era das Megafusões & Por que o JP Morgan aposta em acordos transformadores em 2025; Raízen acelera desalavancagem & vende portfólio de geração distribuída por R$ 600 mi; Nestlé reestrutura portfólio & Venda de Nature’s Bounty sinaliza foco estratégico em alto valor agregado, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.
INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores
A Era das Megafusões: Por que o JP Morgan aposta em acordos transformadores em 2025 – O recado do JP Morgan Chase para o mercado global de Fusões e Aquisições (M&A) é claro e direto: preparem-se para mais mega-acordos. Em um ambiente de negócios marcado por volatilidade geopolítica e disrupção tecnológica, a hesitação deu lugar à ousadia. Os C-Levels e Conselhos de Administração assimilaram que esperar por um cenário de certezas é uma estratégia insustentável. A nova ordem é “pensar grande, ousar e agir”, como definiu Anu Aiyengar, chefe global de M&A do banco. O primeiro semestre de 2025 já validou essa tese, com um salto de 27% no volume global de M&A para US$ 2,2 tri, impulsionado por um impressionante aumento de 57% no número de transações acima de US$ 10 bi. Isso sinaliza um mercado aquecido, com oportunidades para transações que redefinem indústrias inteiras. O Que Está Alimentando o Interesse em Mega Acordos? A confluência de fatores que impulsiona essa onda é complexa e estrutural, indo muito além de um simples ciclo de mercado. Os principais catalisadores são: 1. A Busca por Escala e Resiliência: Em um mundo de cadeias de suprimentos frágeis e protecionismo crescente, a escala não é mais um luxo, mas uma necessidade. Corporações multinacionais buscam acordos transformadores para blindar suas operações, garantir acesso a mercados e fortalecer sua posição competitiva. Acordos de menor porte, na casa dos US$ 500 milhões, simplesmente não geram o impacto necessário para resolver os grandes desafios atuais. 2. A Revolução da Inteligência Artificial (IA): A corrida pela liderança em IA é, talvez, o principal motor tecnológico do M&A atual. Manter-se na vanguarda é extremamente caro. Com o mercado de IA projetado para saltar de US$ 60 bilhões em 2022 para US$ 1,8 trilhão até 2030, e com gastos previstos de US$ 1 tri em data centers nos próximos cinco anos, a aquisição de tecnologia e talento tornou-se um caminho mandatório para muitas empresas. 3. Melhora do Ambiente Macroeconômico:A gradual flexibilização das taxas de juros e um crescimento econômico, ainda que modesto, fornecem o “combustível” financeiro para essas grandes apostas. A maior previsibilidade em relação a políticas tarifárias e um cenário macro mais estável diminuem a percepção de risco para grandes desembolsos de capital. 4. A Pressão do “Dry Powder” do Private Equity: Os fundos de private equity estão sentados sobre um volume recorde de capital não alocado, totalizando US$ 4,5 tri. Essa liquidez precisa ser investida, e a pressão dos investidores (LPs) para alocar esse capital em grandes e promissoras transações é imensa, o que ajuda a aquecer o mercado e a inflar os valuations. Destaques de Mega Acordos em 2025 e Múltiplos de Valuation: O primeiro semestre já nos deu exemplos claros dessa tendência, com transações que ilustram a busca por consolidação e tecnologia: Setor de Energia: A consolidação foi a tônica, com a megafusão entre ExxonMobil e Chevron (US$ 100 bi) e a aquisição da Pioneer Natural Resources pela ExxonMobil (US$ 59,5 bi). Para ativos de petróleo e gás (upstream), o EV/EBITDA tem variado entre 5x e 7x. Já em energias renováveis, mais valorizadas, os múltiplos podem alcançar de 9x a 11x. Setor de Tecnologia: A aquisição da X pela xAI de Elon Musk (US$ 33,0 bi) exemplifica o apetite por ativos de IA. O setor viu um aumento de 15% no valor dos negócios no primeiro trimestre. O múltiplo médio de EV/Receita para aquisições estratégicas foi de 4,3x, enquanto para transações de private equity foi de 4,8x. No subsetor de informação, o EV/EBITDA atingiu impressionantes 20,9x. Setor Industrial: A aquisição da NOVA Chemicals Corporation pela Borealis AG e Borouge PLC (US$ 13,4 bi) mostra o movimento em busca de sinergias. O EV/EBITDA para transações estratégicas foi de 20,4x, e para as de private equity, 11,4x. Setores com Maiores Perspectivas Segundo a análise do JP Morgan e do mercado, os holofotes para o segundo semestre de 2025 estão sobre: Tecnologia: Continuará sendo o protagonista, com foco em IA, software e infraestrutura de data centers. Industrial: A busca por automação, eficiência e resiliência na cadeia de suprimentos continuará a impulsionar acordos. Energia: A consolidação no setor de óleo e gás deve continuar, ao mesmo tempo em que a transição energética alimenta negócios em renováveis e infraestrutura. Para os profissionais de M&A, a mensagem é de preparação. O ambiente é de alta complexidade, mas também de oportunidades únicas. A capacidade de estruturar e executar acordos transformadores, que respondam às pressões estruturais por escala e tecnologia, será o grande diferencial para gerar valor nos próximos meses.
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“DEAL” DO DIA
⇒ No Brasil
Raízen acelera desalavancagem e vende portfólio de geração distribuída por R$ 600 milhões – Em uma transação que sinaliza uma priorização estratégica e a busca por otimização de capital, a Raízen (RAIZ4) anunciou a venda de seu portfólio de 55 usinas de geração distribuída (GD) em um negócio avaliado em R$ 600 milhões. A operação, que transfere os ativos para a Thopen Energia e o Grupo Gera, reforça a tese de desinvestimento em ativos non-core para fortalecer o balanço e focar nas operações principais da companhia. Este movimento é um caso exemplar de reciclagem de portfólio em um setor de energia em plena transformação e consolidação no Brasil. A transação foi dividida entre dois compradores estratégicos, demonstrando um processo de venda bem segmentado: Thopen Energia: Adquiriu a maior parte do portfólio, com 44 usinas.Grupo Gera:Adquiriu as 11 usinas restantes. Os ativos somam uma capacidade instalada de até 142 megawatt-pico (MWp). Com este acordo, a Raízen também formaliza o encerramento de sua joint venture com o Grupo Gera, cumprindo o ciclo de desenvolvimento e maturação desses projetos. Racional Estratégico e Financeiro: Do ponto de vista da Raízen, a venda é uma decisão tática crucial. A companhia busca reduzir seu endividamento, que atingiu R$ 34,2 bi ao final do exercício 2024/25, período em que também registrou um prejuízo líquido de R$ 4,2 bi. O desinvestimento permite à gestão focar recursos e esforços em seu core business: a produção de açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioenergia e a robusta operação de distribuição de combustíveis. Para os compradores, a aquisição representa uma expansão significativa. A Thopen Energia, em particular, se consolida como um agregador relevante no mercado de energia livre. Esta é sua quarta grande aquisição em 2025, elevando seus investimentos no ano para R$ 1,5 bi e pavimentando o caminho para se tornar uma plataforma integrada de geração e gestão de energia no país. Este desinvestimento da Raízen não é um fato isolado. Ele segue uma tendência de gestão de portfólio que incluiu outras vendas, como a de 31 projetos para a Élis Energia (controlada pelo Pátria Investimentos) em abril de 2024. A transação reforça a importância de monitorar os movimentos estratégicos das grandes corporações, que frequentemente geram oportunidades de aquisição de ativos de alta qualidade.
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⇒ No Exterior
Nestlé reestrutura portfólio: Venda de Nature’s Bounty sinaliza foco estratégico em alto valor agregado – O anúncio da Nestlé de uma “revisão estratégica” de sua unidade de vitaminas, minerais e suplementos (VMS) é um claro sinal de mercado. A gigante suíça indicou nesta quinta-feira que pode desinvestir em marcas de grande volume como Nature’s Bounty, Osteo Bi-Flex e Puritan’s Pride. Liderada pelo CEO Laurent Freixe, a movimentação vai além de uma simples venda; representa uma recalibração estratégica para impulsionar o crescimento e a rentabilidade, focando em segmentos de maior valor agregado. Esta decisão abre uma janela de oportunidade significativa para compradores estratégicos e fundos de private equity que buscam ativos com escala e reconhecimento de marca no crescente setor de saúde e bem-estar. Principais Motivos para o Desinvestimento: Uma Análise M&A. A decisão da Nestlé é multifacetada e reflete tendências mais amplas no setor de bens de consumo. Os principais vetores por trás desta potencial venda são: 1. Desempenho e Rentabilidade Insuficientes:As marcas em revisão, adquiridas em 2021 como parte da compra da The Bountiful Co. por US$ 5,75 bilhões, não entregaram o crescimento e a rentabilidade esperados. Elas têm sido descritas como um “peso” no desempenho geral do segmento, diluindo as margens e o foco da gestão. 2. Estratégia de *Premiumização: O movimento mais crítico de Freixe é a realocação de capital para marcas premium de alto crescimento, como Garden of Life, Solgar e Pure Encapsulations. A Nestlé aposta na crescente demanda global por nutrição de alta qualidade e com respaldo científico, onde suas competências em P&D e construção de marca oferecem uma vantagem competitiva clara. 3. Otimização de Portfólio e Alocação de Capital: A iniciativa é um exemplo clássico de gestão de portfólio disciplinada. A venda liberaria capital significativo para ser reinvestido em áreas de maior retorno e alinhadas com as competências centrais da Nestlé, como pet care, café e nutrição especializada. Esta é uma tendência vista em outras gigantes, como a Unilever com sua divisão de sorvetes. 4. Impulso ao Crescimento e Margens: O objetivo final é claro: impulsionar o crescimento da receita e a lucratividade geral. Ao desinvestir em marcas de menor margem e focar em produtos premium, a Nestlé busca estabilizar suas margens operacionais e contribuir para suas metas de eficiência e corte de custos. A empresa confirmou suas projeções anuais, indicando que a estratégia de precificação está compensando a queda nos volumes. A possível venda da Nestlé ocorre em um momento de forte atividade de M&A no setor de VMS, que demonstra resiliência apesar das pressões macroeconômicas. O mercado está se consolidando, com investidores buscando marcas com as seguintes características: Forte presença digital e apelo ao bem-estar. Respaldo científico e margens elevadas. Sinergias com canais de distribuição existentes.
Saiba quais são as mais recentes Transações no Exterior
Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.
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