Os investimentos em startups do agronegócio somaram R$ 1,13 bilhão em 2024 no Brasil, segundo levantamento do Itaú BBA. A pesquisa, a primeira realizada pelo banco, mostrou que houve 50 rodadas de captação que, em sua maioria, foram “menores e de baixo risco”. Apenas três operações superaram o valor de R$ 100 milhões, segundo o levantamento — que se baseou em dados do setor de análises do banco e em informações públicas.

A pesquisa do Itaú BBA também mostrou que no primeiro semestre deste ano, os investimentos em agtechs brasileiras tiveram queda de 2,5%, em comparação a igual intervalo de 2024, para R$ 624 milhões.

O valor investido em agtechs em 2024 representa 4% do aportado em startups de todos os setores no Brasil, que somou R$ 30,5 bilhões, de acordo com a Slinghub, plataforma de inteligência de dados sobre startups.

Considerando como base de comparação os dados da Slinghub, o mercado nacional de venture capital teve alta de 31% no total investido no ano passado em relação a 2023. Já os investimentos em agtechs registraram crescimento de 29% no volume captado e de 27% no número de operações na comparação anual.

Para Matheus Borella, líder em Estratégia e Inovação no Agronegócio do Itaú BBA, o crescimento em 2024 indica uma retomada de confiança nos investimentos em startups, mas com cautela. “É reflexo do cenário macroeconômico, com taxa de juros muito altas”, afirma.

De acordo com a pesquisa, a maior parte dos investimentos em agtechs em 2024 se concentrou em soluções “antes da porteira” — 24 rodadas —, etapa que engloba serviços necessários ao produtor rural antes do início da safra.

Nesse segmento, destacaram-se os serviços de biotecnologia no desenvolvimento de defensivos e fertilizantes, mas principalmente as agfintechs de gestão de risco na concessão de crédito. Foram quatro aportes em agfintechs, que totalizaram R$ 464 milhões, com destaque para a captação de R$ 300 milhões da Agrolend, com Syngenta e Vivo entre os investidores.

Ainda conforme o levantamento do Itaú BBA, startups que desenvolveram tecnologias destinadas à etapa “dentro da porteira” participaram de três rodadas, que somaram R$ 113 milhões captados ao longo de todo o ano passado.

O relatório mostrou também, por outro lado, que o chamado segmento de “depois da porteira” seguiu patinando em 2024. A exceção foram as ferramentas de rastreabilidade e o uso de blockchain, que, juntos, totalizaram… leia mais em GloboRural 31/07/2025