A Rocketbase e a Galápagos Capital estão unindo esforços num fundo que começa em R$ 50 milhões para investir em startups de saúde. A aceleradora conhece as teses e a firma de investimentos atrai os recursos. A depender da demanda, outras duas tranches do mesmo volume estão previstas. O contrato cobre uma capacidade de captar até R$ 2 bilhões.

A GV Atacama ficará responsável pela gestão ativa do fundo. Os primeiros aportes serão em empresas que já passaram pela aceleradora. Como de praxe, o FIP tem duração prevista de 10 anos, prorrogáveis por mais dois, com possibilidade de desinvestimento a qualquer momento, via IPO ou venda para outra empresa.

A origem da Rocketbase está na experiência do então consultor Jorge Zwingel e do empreendedor Leandro Rochelle na estruturação da plataforma de gestão de clínicas AmigoTech. Dali, viraram sócios no “venture studio” de saúde, que depois teve adesão de Paulo Crepaldi, especialista em comportamento humano aplicado à inovação em saúde, e Renato Grau, de transformação digital.

Segundo Zwingel, a Rocketbase mantém contato direto ou via eventos com mais de 150 mil dos quase 600 mil médicos do país, que são também os principais investidores das aceleradas. “Muitos passaram a nos procurar com ideias fantásticas, então decidimos ajudá-los a desenvolver empresas com capacidade estruturada de crescimento colocando a mão na massa”, conta o CEO, chileno que vive há 27 anos no Brasil.

“A Galápagos cresceu enxergando o mercado financeiro como um ecossistema que evolui e se adapta saindo do trivial, o mesmo DNA da Rocketbase com a comunidade médica”, comenta Homero Cunha, senior advisor da Galápagos.

De 10 operações que passaram pela aceleradora, cinco receberão recursos do fundo: a Vimo, que usa dispositivos como relógios e celulares para ajudar a identificar e responder emergências cardíacas; She, que aplica IA em diagnósticos cardíacos; a MGI, que faz capacitação de profissionais de saúde; a Medban, de gestão financeira para clínicas e médicos; e a HeadUp, terapia não invasiva por luzes que estimulam processos biológicos.

Todas já contaram com aporte inicial da Rocketbase; em alguns casos, os sócios da aceleradora entraram como cofundadores nas investidas, até como majoritários. A rodada do fundo dará novo impulso às startups. “A estrutura de fundo facilita atrair investidor até de fora do país, que se sente mais seguro aportando assim do que fazendo um cheque para a gente”, diz Zwingel… leia mais em Pipeline 96/08/2025