Raras ofertas de ações, algumas fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês) e renda fixa ainda forte, embora em menor nível que o histórico ano de 2024. Esse é o cenário que os bancos traçam para os negócios e captações das empresas para o resto de 2025 e começo de 2026 no mercado de capitais. A visão dos banqueiros é de cautela, com o mercado sentido forte os efeitos dos juros a 15%, que faz o Brasil completar este mês quatro anos sem aberturas de capital (IPOs, na sigla em inglês) e dificulta o financiamento de M&As.

Os três maiores bancos privados e o BR Partners tiveram conflitos diferentes nas receitas com assessoria a captação de empresas e M&As no segundo trimestre. O Bradesco chegou a ter alta de 34% nas receitas, puxadas pelas emissões de dívida, mas no Santander esse faturamento caiu 20% e no Itaú cedeu 39%, todos na comparação anual. Cabe ressaltar que, nessa conta, há uma diferença entre os bancos, pois o Bradesco não inclui as receitas com corretagem, enquanto os dois outros incluem.

“Imaginamos que vai haver uma retomada no segundo semestre nessa linha de mercado de capitais. Vemos uma lista de transações potenciais. Vai ser renda fixa, e talvez alguma contribuição de M&As. O mercado de oferta de ações está inexistente”, afirmou o presidente do Santander, Mario Leão, ao falar do balanço do banco no segundo trimestre. “O mercado de M&As tem algumas transações pontuais acontecendo, mas não está tão divulgado assim.” …. leia mais em Estadão 10/08/2025