Depois de anos de um mercado parado, um início de retomada de operações de fusões e aquisições (M&As, na sigla em inglês) na Argentina tem feito grupos brasileiros colocarem na mesa processos de venda de ativos que detêm no país vizinho, algo que até pouco tempo atrás estava fora de jogo. Fontes de mercado enxergam as medidas econômicas do presidente argentino Javier Milei, incluindo o fim do controle do câmbio, como o grande catalisador para o retorno das transações, muito embora ainda não estejam atraindo investidores estrangeiros, com os negócios até aqui sendo fechados com “players” locais.

Dentre alguns casos estão empresas que estão buscando a venda de ativos para um ajuste financeiro.  A InterCement, que está em recuperação judicial, caminha para vender a cimenteira argentina Loma Negra.  Em busca de desalavancagem, a Raízen, da Cosan e da Shell, é outro exemplo e colocou à venda ativos na Argentina, incluindo sua refinaria de petróleo e rede de postos de combustíveis.

O fato é que os negócios já vêm acontecendo, o que tem levado os grupos brasileiros a se movimentar. De janeiro a junho, o país foi palco de cerca de US$ 3,5 bilhões em transações, aumento de 62% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme … leia mais em Valor Econômico 12/08/2025