Oncoclínicas avalia converter dívida em equity para reduzir a alavacagem
A Oncoclínicas está avaliando oferecer aos credores a possibilidade de converter parte da dívida em ações para reduzir a alavancagem, que hoje está em 4,4 vezes, apurou o Pipeline. Essa estratégia seria consequência de um aumento de capital que a companhia já comunicou ao mercado que pretender fazer.
A empresa vai convocar uma assembleia geral extraordinária para aumentar o capital em 500 milhões de ações, chegando a 1,3 bilhão de papéis. Até agora, a companhia tinha um capital autorizado de 800 milhões de ações mas só havia emitido 500 milhões. Sendo assim, com uma nova aprovação, teria potencial para ofertar, ao todo, mais 800 milhões de ações. Considerando o preço de fechamento de 18 de agosto, de R$ 5,09, é um potencial da ordem de R$ 4 bilhões.
Mas a ideia da companhia não seria fazer uso de toda essa capacidade. A Oncoclínicas quer fazer um aumento de capital menor, da ordem R$ 1,5 bilhão, e oferecer um bônus de subscrição na proporção de um papel para cada ação — o que poderia elevar o aumento de capital para cerca de R$ 3 bilhões, se todos os bônus forem exercidos. Esse aumento de capital poderá ser feito por meio de subscrição de ações pelos atuais acionistas, com aporte de capital, ou via emissão de dívida, segundo fontes com conhecimento do assunto.
A empresa ainda não organizou uma conversa com os credores como um todo, mas a intenção é, caso não tenha a demanda de aporte por parte dos acionistas, oferecer a opção para os debenturistas converterem parte da dívida em equity, como fez a aérea Azul, por exemplo. Em ambos os caminhos, Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master que hoje tem uma fatia de 15% da empresa, seria diluído.
Mas há desafios também para a demanda de conversão dado o preço atual da ação. “Só converteria se o preço do papel para conversão tivesse um desconto, caindo para R$ 2 a R$ 3”, calcula um credor.
Paralelamente, outros investidores como a Starboard, estão olhando o ativo — mas qualquer investimento na companhia passa por uma redução da alavancagem. A empresa tinha, no segundo trimestre, uma dívida financeira de R$ 4,7 bilhões e uma dívida líquida de R$ 4 bilhões, o que mantém a despesa com juros alta. .
Procurada, a Oncoclínicas não comentou… leia mais em Pipeline 19/08/2025

