Brasil é um lugar atraente para alocar capital, diz Goldman
Com uma taxa de juro real atrativa e economia resiliente, o Brasil pode se destacar no cenário internacional e já tem atraído bons fluxos de capital estrangeiro. A avaliação é de John Waldron, presidente não executivo e vice-presidente operacional do Goldman Sachs, que esteve no país neste mês para comemorar os 30 anos de presença local do banco americano. Segundo na linha de comando da instituição financeira – abaixo apenas do CEO, David Solomon, e um dos nomes cotados para substituí-lo, Waldron diz que nesse período o Goldman saiu de um pequeno escritório com três pessoas para uma oferta completa de banco comercial e de investimento no Brasil, com 450 funcionários e muitas oportunidades mapeadas.
O executivo afirma que o mundo está passando por um superciclo de investimentos, com necessidade de aportes em projetos de infraestrutura, energias renováveis (e descarbonização) e data centers e chips (pelo avanço da inteligência artificial generativa). Segundo ele, com os governos muito endividados após os esforços fiscais para combater os efeitos da pandemia de covid-19, boa parte desses investimentos virá do setor privado.
“Vemos capital fluindo [para o Brasil]. Em parte, é por isso que nossos negócios estão indo bem aqui, porque somos um intermediário do capital global que quer entrar no mercado brasileiro. De modo geral, a economia brasileira se mostrou bastante resiliente, com taxas de juros razoavelmente elevadas e altas taxas de retorno real. Portanto, é um lugar atraente para alocar capital, especialmente em um mundo onde há mais dinheiro e movimento em termos do dinamismo do que está acontecendo em torno dos fluxos globais de capital, moedas e coisas do tipo”, diz… leia mais em Valor Econômico 26/08/2025

