O processo de venda da participação de 50% da gestora IG4 Capital na operadora portuária CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) atraiu pelo menos dez interessados nessa primeira fase de recebimento de propostas não vinculantes, entre eles a gestora de private equity americana focada em infraestrutura I Squared, apurou o Pipeline.

O ativo portuário, que opera essencialmente com o escoamento de commodities e é avaliado em mais de R$ 2 bilhões na íntegra, tem atraído o interesse principalmente de tradings asiáticas e americanas do agronegócio, que fizeram as propostas mais competitivas, segundo fontes com conhecimento do assunto. Investidores estratégicos brasileiros também estão olhando o negócio.

A gestora focada em infraestrutura Macquarie Asset Management é dona dos outros 50% do ativo e pode vender a sua participação dependendo do preço da oferta.

A CLI opera um dos quatro terminais que do Porto do Itaqui no Maranhão (Tegram), um dos principais corredores de escoamento de grãos do país. No porto de Santos, a CLI Sul possui 80% do terminal de granéis sólidos, como açúcar e grãos, com a Rumo detendo os outros 20%.

A IG4 comprou o ativo em 2020 e fez um trabalho de expansão da capacidade dos portos. A gestora, agora, vai analisar as propostas para escolher quem seguirá para a fase de diligências do negócio e a previsão é que até o fim deste ano a transação seja concluída.

A CLI movimentou 2,9 milhões de toneladas no primeiro trimestre, com receita líquida de R$ 165 milhões, Ebitda de R$ 77 milhões e margem de 47%, além de um prejuízo líquido de R$ 53 milhões, 67% maior que um ano antes. A companhia tinha uma dívida líquida de R$ 1,2 bilhão no fim de março.

Procurados, CLI, Macquarie e Citi, que coordena a transação, não comentaram o assunto. I Squared não deu retorno sobre o pedido de entrevista até a publicação dessa reportagem… leia mais em Pipeline 26/08/2025