Darwin AI levanta R$ 25 milhões para expandir ‘funcionários de IA’ em empresas de médio porte
A Darwin AI, startup focada no desenvolvimento de trabalhadores de inteligência artificial para atendimento ao cliente, acaba de anunciar o recebimento de um aporte de US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 25 milhões, em rodada seed liderada pela Base10 Partners. Com o valor, a expectativa é de aprimorar a plataforma própria e expandir a presença na América Latina, em especial, no Brasil e no México.
Fundada em 2023 por Lautaro Schiaffino e Ezequiel Sculli, a Darwin AI nasceu como um serviço de inteligência artificial para áreas de vendas, atendimento ao cliente e pós-vendas. Hoje, a solução é centralizada em uma plataforma — que continuará a ser desenvolvida e aprimorada com o novo investimento.
Nesse espaço digital, há funcionários virtuais especializados em diferentes funções — venda, pós-venda, cobrança, suporte e satisfação. Eles são configurados pela startup e podem ser treinados e adaptados pelos próprios clientes. Cada um segue um fluxo de atendimento com objetivo definido, ferramentas específicas e etapas direcionadas, encaminhando para um atendente humano quando necessário, por exemplo.
A plataforma surge como uma qualificação do atendimento por inteligência artificial. “O aprendizado principal foi que alucinação [quando a IA inventa informações sem base] é a palavra-chave do negócio. Quando adicionamos prompts, contextos e base de conhecimento, a alucinação cai muito, o que é facilitado pela plataforma”, conta Schiaffino.
Além disso, 60% da rodada será investida no Brasil — país que o sócio-fundador enxerga como desafiador e, ao mesmo tempo, o mais importante da América Latina. ”Nosso objetivo é consolidar a nossa marca e posicionamento no Brasil e no México e, por meio desses dois mercados, consolidar a marca na América Latina como um todo”, aponta.
Essa é a terceira rodada que a Darwin AI participa, com um total captado de mais de R$ 37 milhões. A startup acaba de superar R$ 10 milhões em reservas anuais, número que tende a crescer. “O faturamento mais que duplicou neste semestre”, diz Schiaffino. A expectativa é dobrar o valor até o final do ano.
Hoje, os principais clientes da startup são médias empresas com produtos de tíquete alto — como carros, casas e planos de educação — que exigem uma venda consultiva. “As Big Techs estão focadas nos extremos: grandes corporações e microempresas. O mercado médio está ficando para trás. São empresas não técnicas, pressionadas a se adaptar rapidamente”, afirma o sócio.
Para Schiaffino, a rodada também representa uma oportunidade de fortalecer o mercado de inteligência artificial, liberando os humanos de tarefas repetitivas e deixando-os livres para funções mais complexas e estratégicas… leia mais em pegn 27/08/2025

