Resumo do dia: Argentina & como destino estratégico para M&As;  Inpasa e Amaggi & planejam investir, juntas, mais de R$ 10 bi em usinas de etanol de milho; Bill Gates, Nvidia e Google investem US$ 863 milhões na CFS &uma startup avançada de fusão nuclear, publicados no Portal de Fusões & Aquisições.

INSIGHT DO DIA: Humores & Rumores

Argentina como destino estratégico para M&As – Nos últimos meses, a Argentina tornou-se o novo polo de interesse para operações de fusões e aquisições (M&As) realizadas por empresas brasileiras e chinesas. Isso ocorre graças à combinação de políticas protecionistas americanas e das recentes reformas pró-mercado implantadas pelo governo Javier Milei. Razões para o Crescente Interesse na Argentina:- Tarifas Altas dos EUA: O governo americano, especialmente sob Trump, elevou as tarifas de importação para produtos brasileiros (50%) e chineses (30%). A Argentina, por outro lado, exporta aos Estados Unidos com tarifa mínima de 10%. Isso tornou o país estratégico para a chamada “triangulação” de exportações. – Reformas Econômicas: Milei conduziu um forte ajuste fiscal, redução de gastos públicos, controle cambial flexível e combate à inflação. Como resultado, investidores voltaram a confiar no país, refletido no crescimento de 62% no valor das operações de M&As (primeiro semestre de 2025) e aumento de 14% no número de transações.- Incentivos a Investimentos: O Regime de Incentivos a Grandes Investimentos (RIGI) permite benefícios fiscais, aduaneiros e cambiais por 30 anos para projetos superiores a US$ 200 milhões. O país também registrou o primeiro superávit fiscal em 14 anos. Estratégia de Triangulação – Oportunidades e Desafios: – Vantagens: Ao adquirir operações ou fábricas na Argentina, empresas brasileiras e chinesas podem reclassificar a origem dos produtos, exportando aos EUA a tarifas menores.- Risco: É preciso assegurar que o produto sofra transformação substancial em território argentino para ser considerado de origem local. Além disso, o ambiente regulatório e fiscal é dinâmico, com riscos como o imposto sobre remessa de lucros ao exterior (alíquota de 17,5%). A Argentina desponta como destino estratégico e competitivo para investidores estrangeiros, principalmente brasileiros e chineses, que buscam mitigar impactos de tarifas americanas crescentes. O país oferece ambiente de negócios mais estável, incentivos fiscais atrativos e acesso facilitado ao mercado norte-americano. Contudo, o sucesso depende de planejamento criterioso, entendimento das normas de origem e acompanhamento próximo do cenário regulatório.

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“DEAL” DO DIA

⇒ No Brasil

Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, mais de R$ 10 bi em usinas de etanol de milho – A Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, e a Amaggi, anunciaram a criação de uma joint venture para erguer ao menos cinco usinas de etanol de milho no país. O Valor apurou que o primeiro investimento deverá ser de R$ 2,5 bilhões em Rondonópolis (MT). Este deve ser o valor médio para erguer cada uma das usinas, considerando que elas terão capacidade inicial de processar aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho por ano. A princípio, os recursos para o primeiro investimento deverão ser investidos apenas com o caixa das companhias, sem contratação de financiamento, segundo uma fonte próxima às duas empresas. Das cinco unidades, ao menos três deverão ser em Mato Grosso, nos municípios de Querência e Campo Novo do Parecis — as mesmas cidades onda a FS, segunda maior produtora de etanol de milho do país, tem suas fábricas. A joint venture vai avaliar onde erguer as outras duas unidades. De acordo com essa mesma fonte, estão no radar municípios em Tocantins, Goiás e São Paulo.

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⇒ No Exterior

Bill Gates, Nvidia e Google investem US$ 863 milhões na Commonwealth Fusion Systems (CFS) – Recentemente, a Commonwealth Fusion Systems (CFS), uma startup avançada de fusão nuclear baseada em Massachusetts, anunciou a conclusão de uma rodada de investimentos Série B2 que totalizou impressionantes US$ 863 milhões. Essa rodada contou com grandes investidores do setor de tecnologia, como Nvidia, Google, Breakthrough Energy Ventures e Bill Gates, sinalizando a confiança dessas empresas de ponta no potencial da energia de fusão como uma solução viável para o futuro energético mundial. Desenvolvimento e Projetos da CFS – Protótipo Sparc:  A CFS está construindo o Sparc, um reator experimental em um subúrbio de Boston, com previsão para início das operações já no próximo ano. O objetivo do Sparc é chegar ao marco do “ponto de equilíbrio científico” em 2027, ou seja, produzir mais energia do que consome – um desafio técnico fundamental para a viabilidade de usinas de fusão. Embora o Sparc não vá fornecer energia à rede, ele é estratégico para validar a tecnologia da empresa. – Primeira usina comercial (Arc):  Após o Sparc, a CFS planeja iniciar a construção da Arc, a primeira usina comercial de fusão nuclear, entre 2027 e 2028, na Virgínia (EUA). – Estratégia tecnológica: A empresa está apostando em reatores do tipo tokamak, que utilizam ímãs supercondutores para confinar e controlar o plasma necessário para manter as reações de fusão — uma abordagem tecnológica bastante avançada e promissora para a área.Parcerias estratégicas – O Google já firmou um contrato para adquirir 200 megawatts da futura usina Arc, o que representa um marco importante para a entrada da energia de fusão no mercado comercial e reforça a confiança das gigantes tecnológicas neste setor emergente. O recente aporte na CFS não só reforça o peso estratégico da startup no avanço da fusão nuclear, como marca a entrada definitiva dos maiores nomes da tecnologia global neste setor revolucionário. A expectativa é que os protótipos e usinas planejados pela CFS antecipem uma nova fase para a produção energética de baixo carbono nas próximas décadas.

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Esse texto contou com a ajuda de inteligência artificial a partir de informações divulgadas pelo Portal e revisado pela Redação antes de sua publicação.

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