AmazonCure capta R$ 7,9 milhões para transformar bioativos da Amazônia em soluções farmacêuticas
A união entre ciência e empreendedorismo foi o ponto de partida para a fundação da AmazonCure. Criada no início de 2024 por Frank Portela e José Carlos Tavares, a startup amapaense busca pesquisar os bioativos da Amazônia e transformá-los em negócio, por meio de desenvolvimento e comercialização de produtos.
“Acreditamos que a cura do mundo está na Amazônia. Mas são necessários muita energia e recursos para poder buscar e pesquisar”, diz Portela. Com isso em mente, eles captaram R$ 7,9 milhões que serão destinados a projetos farmacêuticos.
O investimento viabilizado pela Axcell, com gestão do Programa Prioritário de Bioeconomia sob coordenação do Idesam, será usado para a criação de um laboratório próprio, que tem previsão de ficar pronto até o final do ano, e para o desenvolvimento de dois estudos.
Um deles será focado no tratamento da úlcera diabética, complicação que causa feridas e pode levar à amputação de membros. “É fruto de um estudo de mais de 30 anos do professor José Carlos Tavares com algumas moléculas da Amazônia, que serão transformadas em um tratamento em creme”, conta Portela. Para este produto, a ideia é trabalhar no modelo B2G, para que a solução fique disponível pelo SUS.
Na outra linha de pesquisa, o foco é em desenvolver um creme para a ejaculação precoce a partir do jambu, que será comercializado via B2C. “Descobrimos e patenteamos um modelo de nanotecnologia, que já tem estudos iniciais e vai se transformar em um produto em 15 meses”, revela.
Segundo o sócio, a ideia é lançar o MVP desses produtos ainda no primeiro semestre para começar a escalar na segunda parte do ano.
O investimento chega após um caminho iniciado por Frank Portela, que, após mais de 20 anos empreendendo, se juntou ao cientista e professor José Carlos Tavares para criar a AmazonCure. Depois entraram também os sócios Gibram Amanajas, atual COO, e Thalisson Taglialegna, CMO. Inicialmente, eles operaram como bootstrap, com um investimento de R$ 800 mil para estruturação do negócio e verticalização de estudos.
Hoje, a startup atua com consultorias, contribuindo com entrega de produtos prontos ou com estudo e desenvolvimento parcial para outras empresas, sempre com o uso de substâncias da Amazônia. Entre nacionais e internacionais, a empresa soma 15 clientes – o que equivale a 95% do faturamento.
A AmazonCure ainda desenvolve produtos próprios para o mercado ou para transferência tecnológica. Entre eles, está a marca de biocosméticos Terra Preta – primeiro negócio estruturado. A linha de produtos foi feita no sul do Pará e se inspira em um tipo de terra fértil, de cor escura, formado por ação humana ao longo de anos e que é encontrado na região amazônica…. leia mais em pegn 02/09/2025

